ofplogo.gif (4994 bytes)    ASSIM FALOU ALLAN KARDEC


"Pelo fato mesmo de que o médium não é perfeito, Espíritos levianos, embusteiros e mentirosos podem misturar-se em suas comunicações, alterando-lhes a pureza e induzindo em erro ao médium e àqueles que o procuram (...) As boas intenções, a própria moralidade do médium, nem sempre bastam para evitar a intromissão dos Espíritos levianos, mentirosos e pseudo-sábios nas comunicações. Além das falhas de seu próprio Espírito, pode (o médium) dar-lhes entrada por outras causas das quais a principal é a fraqueza de caráter e uma confiança excessiva na invariável superioridade dos Espíritos que com ele se comunicam. Essa confiança cega reside numa causa: a falta de julgamento. Se não quisermos ser vítimas de Espiritos levianos, é necessário julgá-los, e, para isso temos um critério infalível: o bom senso e a razão. Sabemos que as qualidades de linguagem, que caracterizam entre nós os homens realmente bons e superiores são as mesmas para os Espíritos. Devemos julgá-los então por sua linguagem. Nunca seria demais repetir aquilo que caracteriza a linguagem nos Espíritos elevados: ela é, constantemente digna, nobre, sem basófia, nem contradição, isenta de trivialidades, marcada por um cunho de inalterável benevolência. Os bons Espíritos aconselham; não ordenam; não se impõem; calam-se naquilo que ignoram. Já os Espíritos levianos falam com a mesma segurança tanto daquilo que sabem como daquilo que não sabem; e a tudo respondem sem se preocuparem com a verdade. (...) De onde se segue que é necessário pesar tudo quanto eles dizem, passando-o pelo crivo da lógica e do bom senso (...) O hábito de perscrutar as menores palavras dos Espíritos, de lhes pesar o valor, - (...) - naturalmente afasta os Espíritos mal intencionados..." (Trecho extraido do artigo "Escolhos dos médiuns", publicado na Revista Espírita de fevereiro de 1859 – Coleção Edicel, pág. 34).

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