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ASSIM FALOU ALLAN KARDEC

("Nova Tática dos adversários do Espiritismo")

"Jamais uma doutrina filosófica dos tempos modernos causou tanta emoção quanto o Espiritismo; jamais foi atacada com tanto encarniçamento. (...)

"A luta está longe de chegar ao fim: ao contrário, há que esperar vê-la tomar maiores proporções e um outro caráter. (...) O Espiritismo, que é o Cristianismo apropriado ao desenvolvimento da inteligência, e, desprendido dos abusos, crescerá do mesmo modo sob a perseguição, porque também ele é uma verdade (...)

"Muitas vezes, já tentaram, e o farão ainda, comprometer a doutrina, impelindo-a por uma via perigosa ou ridícula, para a desacreditar. Hoje é semeando por baixo a divisão, lançando fachos de discórdia, que esperam lançar a dúvida e a incerteza nos espíritos, provocar o desânimo verdadeiro ou simulado e levar o desentendimento entre os adeptos. Mas, não são adversários confessos que assim agiriam. O Espiritismo, cujos princípios têm tantos pontos de semelhança com os do Cristianismo, também deve ter os seus Judas, para que tenha a glória de sair vitorioso dessa nova prova. (...)

"Nosso dever é premunir os Espíritos sinceros contra as armadilhas que lhes preparam (...) O Espiritismo, repetimo-lo, ainda tem que passar por duras provas e é aí que Deus reconhecerá seus verdadeiros servidores pela coragem, firmeza e perseverança. Os que fossem abalados pelo medo ou por uma decepção são como esses soldados, que só têm coragem nos tempos de paz e fogem ao primeiro tiro. A maior prova não será, entretanto, a perseguição, mas o conflito das idéias, que será suscitado e com cujo auxílio esperam romper a falange dos adeptos e a empolgante unidade que se faz na doutrina.

"O Espiritismo marcha a despeito de seus adversários numerosos (...) Comprometer o Espiritismo é torná-lo ridículo, tal é a tática, com cujo auxílio esperam desacreditá-lo a princípio, para, mais tarde, terem um pretexto para fazer interditar, se possível, o seu exercício público. Esta é a cilada, contra a qual é preciso manter-se em guarda, porque está armada por todos os lados, e à qual, sem o querer, dão a mão os que se deixam levar pelas sugestões dos Espíritos enganadores e mistificadores. (...)

"O meio de evitar essas maquinações é seguir, o mais exatamente possível, a linha de conduta traçada pela Doutrina (...) "É, pois, um dever de todos os espíritas sinceros e devotados repudiar e desautorizar abertamente, em seu nome, os abusos de todo gênero que pudessem comprometê-la, a fim de não lhes assumir a responsabilidade; pactuar com os abusos seria tornar-se cúmplice e fornecer armas aos nossos adversários. (Revista Espírita, Ano VIII, Vol. 6, junho de 1865 – Edicel, págs. 181 a 186).

"O Espiritismo nos apresenta a alma como um ser circunscrito, semelhante a nós, exceção feita do envoltório material de que se desprendeu, mas revestida de um outro envoltório , fluídico, o que é mais compreensível e leva a conceber melhor a individualidade. Mais do que isto, ele prova, pela experiência, as relações incessantes do mundo visível com o mundo invisível, que se tornam, assim, reciprocamente solidários. (...)

"O Espiritismo apóia-se sobre fatos. Os fatos, de acordo com o raciocínio e uma lógica rigorosa, dão ao Espiritismo o caráter de positivismo que convém à nossa época. O materialismo veio minar toda a crença, solapar os alicerces, substituir a moral pela razão de ser e jogar por terra os próprios fundamentos da sociedade, proclamando o reino do egoísmo. Então os homens sérios se perguntam para onde um tal estado de coisas nos conduziria e viram um abismo. Eis que o Espiritismo veio preenchê-lo, dizendo ao materialismo: - Não irás muito longe, pois aqui estão os fatos que provam a falsidade de teus raciocínios.

"O materialismo ameaçava fazer a sociedade mergulhar em trevas, afirmando aos homens: - O presente é tudo, o futuro não existe.

"O Espiritismo corrige a distorção, afirmando: - O presente é bem pouco, mas o futuro é tudo. E isto ele o prova.

"Por que o Espiritismo agrada? Ele agrada (e, portanto, é sedutor) porque satisfaz à aspiração instintiva do homem em relação ao futuro; porque apresenta o futuro sob um aspecto que a razão pode admitir; porque a certeza da vida futura faz com que o homem enfrente com paciência as misérias da vida presente; porque, com a doutrina da pluralidade das existências, essas misérias revelam uma razão de ser, tornam-se explicáveis, e, ao invés de serem atribuídas à Providência, em forma de acusação, passam a ser justificáveis, compreensíveis e aceitas sem revolta; porque é um motivo de felicidade saber que os seres que amamos não estão perdidos para sempre, que os encontraremos e que estão constantemente junto de nós; porque as orientações dadas pelos Espíritos são de molde a tornar os homens melhores em suas relações recíprocas..." ("Viagem Espírita" em 1862, págs. 72 a 75 – Discurso em Lyon e Bordéus)

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