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ASSIM  FALOU  ALLAN  KARDEC

     (No nº 01 da Revista Espírita)

 “... Admiram-se muitos de que, enquanto na América, só os Estados Unidos possuem dezessete jornais consagrados ao magnetismo e ao fenômeno das manifestações espíritas, a França, o país da Europa onde mais rapidamente as idéias se aclimataram, não possua nenhum. Seria desnecessário contestar a utilidade de um órgão especial que ponha o público a par do progresso desta nova Ciência e a premuna contra os exageros da credulidade, tanto quanto do cepticismo. É  uma tal lacuna que nos propomos preencher com a publicação desta Revista, com o fito de oferecer um meio de comunicação a todos quantos se interessam por estas questões e de ligar, por um laço comum, os que compreendem a doutrina espírita sob seu verdadeiro ponto de vista moral: a prática do bem e a caridade evangélica para com todos....”

“...Talvez nos contestem a denominação de Ciência, que damos ao Espiritismo. Ele não teria, sem dúvida e em nenhum caso (grifo de Kardec) as características de uma Ciência exata e, precisamente nisso, está o erro dos que o pretendem julgar e experimentar como uma análise química ou um problema de Matemática; já é bastante que seja uma Ciência Filosófica. Toda Ciência deve basear- se em fatos; mas, estes (fatos), por si sós, não constituem a Ciência; ela nasce da coordenação e da dedução lógica dos fatos; é o conjunto de leis que os regem. Chegou o Espiritismo ao estado de Ciência? Se se trata de uma Ciência acabada, sem dúvida será prematuro responder afirmativamente. Mas as observações já são hoje bastante numerosas para permitirem pelo menos deduzir os princípios gerais, onde começa a Ciência.

“O exame raciocinado dos fatos e das conseqüências  deles decorrentes é, pois, um complemento, sem o qual nossa publicação seria de medíocre utilidade e apenas ofereceria um interesse secundário a quem reflete e quer dar-se conta do que vê. Contudo, como nosso objetivo é chegar à verdade, acolheremos todas as observações que nos forem dirigidas, e, tanto quanto o permitir o estado dos conhecimentos adquiridos, procuraremos resolver as dúvidas e esclarecer os pontos ainda obscuros. Nossa Revista será assim, uma tribuna, na qual, entretanto, a discussão jamais deverá afastar-se das normas das mais estritas conveniências. Numa palavra, discutiremos, mas não disputaremos (grifo de Kardec). As inconveniências de linguagem jamais foram boas razões aos olhos da gente sensata: é a arma daqueles que não possuem algo melhor, e que se volta contra quem a maneja...”  (Extraído da “Introdução” da Revista Espírita nº 01 de janeiro de 1858).

 

NOSSO COMENTÁRIO

     Foi seguindo esta orientação do querido Mestre Allan Kardec que Nazareno Tourinho, grande polemista espírita, dirigindo-se ao ex-presidente da FEB, disse o seguinte: “Se o irmão Juvanir Borges de Souza sonha em perpetuar-se, como tudo leva a crer, na presidência da FEB, a fim de mantê-la comprometida com o roustainguismo contrário ao pensamento de Kardec, poderia, pelo menos, prestar um bom serviço à nossa causa, reformando o Reformador. Esta Revista de há muito é a publicação doutrinária que temos de maior tiragem; circula nos Centros Espíritas de todo o mundo e por isso merece uma linha editorial mais lúcida, para não dizer, menos retrógrada.

     “Não pense o leitor que nos encontramos de má vontade neste julgamento da revista Reformador, em virtude da campanha que resolvemos sustentar contra os deslizes ideológicos do atual presidente febeano. No fundo estamos até lhe oferecendo uma ajuda, pois certamente melhorará sua imagem perante os companheiros de crença, deixando de cometer tantas tolices no periódico tido como “tribuna oficial” do Santuário de Ismael...

     “Vejamos as provas de mais esta denúncia, tomando por base os dois últimos números do Reformador, relativos aos meses de setembro e outubro de 1997 (...).

     “Teimando em não permitir que ninguém, a não ser ele mesmo, escreva na página de abertura do Reformador, Juvanir Borges de Souza, na edição de setembro de 1997, chega ao cúmulo de suprir sua falta de inspiração, de maneira primária e anti-jornalística: ao invés de produzir qualquer texto para ocupar o espaço, limita-se a transcrever um velho artigo que assinou e editou quase dez anos atrás, em abril de 1989.

     “Logo a seguir, publica despropositada crônica de um dos  seus assessores, roustainguista roxo, intitulada ‘GRATIDÃO’, na qual o autor gasta todo o espaço elogiando os espíritas ilustres que lhe deram apoio ao longo da existência, dentre eles o próprio Juvanir Borges de Souza.

     “Que interesse tem para os leitores da revista, ávidos de assuntos de natureza doutrinária, matérias desse teor, inteiramente personalistas, que servem apenas para satisfazer verdades pessoais?

     “Mais à frente, depois de passar pelo costumeiro escrito de Inaldo Lacerda Lima, destinado, invariavelmente a fazer propaganda da obra Os Quatro Evangelhos  com o cuidado aético de não mencionar o nome do seu autor, Jean-Baptiste Roustaing, e depois de passar por outras matérias repetitivas de obviedades,        deparamos com um curioso texto de Washington Luíz Nogueira Fernandes, A Farsa dos Julgamentos de Jesus, que ocupa nada menos de 7 (sete) páginas da revista e somente é concluído no seu próximo número, após preencher mais 6 (seis) páginas (o referido texto é todo calcado ou decalcado em extensa bibliografia que começa com a Bíblia Vulgata e termina com o Dicionário de Direito Canônico). Treze páginas do Reformador jogadas fora, quando poderiam servir para expor fatos e conceitos de utilidade doutrinal !

“Até quando a Diretoria da FEB, por crasso misticismo, manterá o Reformador em uma linha tão piegas e semi-católica, diferente da Revista Espírita que Allan Kardec editou durante doze anos e ela até hoje fez questão de não traduzir nem divulgar ?! (Extraído do Suplemento Literário do jornal “Correio Fraterno do ABC”, edição de dezembro de 1998, pág. 3. Os grifos são do autor).

OBSERVAÇÃO:

O Sr. Juvanir Borges de Souza deixou a presidência da Federação Espírita Brasileira em princípios de 2002. Quem preside FEB desde então é o Sr. João Nestor Masotti.

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