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ASSIM FALOU ALLAN KARDEC

           (Sobre Maria, Mãe de Jesus)

             “A estada de Jesus na Terra apresenta dois períodos: o que precedeu e o que se seguiu à sua morte. No primeiro, desde o momento da concepção até seu nascimento, tudo se passa, pelo que diz respeito à sua mãe, como nas condições ordinárias da vida humana. Desde o seu nascimento até sua morte, tudo, em seus atos, na sua linguagem e nas diversas circunstâncias de sua vida, revela os caracteres inequívocos da corporeidade...  ”

          ( “A Gênese” de Allan Kardec, tradução de Guillon Ribeiro, cap. XV, pág. 352 – 40ª edição da FEB).

 NOSSO COMENTÁRIO

                 Por aí se vê, claramente, que, para Kardec, o único e verdadeiro Missionário da Terceira Revelação, Maria era, legitimamente casada com José, com quem manteve relações sexuais como qualquer casal em lua de mel e mesmo depois, em pleno cumprimento da lei de Deus que disse: “ – Crescei e multiplicai-vos”. E o resultado de um desses encontros de amor foi que um espermatosóide de José, durante sua ejaculação, acabou fecundando um óvulo da jovem esposa, que ficou grávida, como toda mulher normal, desejosa de ter filhos. Após nove meses de gestação, Maria deu à luz, em parto normal, seu primeiro filho (o primogênito, portanto), que recebeu o nome de Jesus. Estavam eles em Nazaré, cidade importante da Palestina, e não em Belém.

                No ítem nº 66, Allan Kardec, assistido pelo Espírito de Verdade, critica e repudia a tese de que Jesus não teve um corpo físico como qualquer ser humano do sexo masculino, e conclui: “Jesus, pois, teve como todo homem, um corpo carnal e um corpo fluídico, o que é atestado pelos fenômenos materiais e pelos fenômenos psíquicos, que lhe assinalaram a existência. Por sua vez, no ítem 7, ele repudia a tese defendida pelos apolinaristas e pelos docetistas.

                Agora, o que é interessante, e, ao mesmo tempo, muito grave, é que os dirigentes da FEB, que, apesar de serem roustainguistas declarados, dizem-se também “kardecistas”, em notas de rodapé (págs. 354 e 355)  demonstram, claramente, que não gostaram nada  das objeções feitas pelo Codificador.

                Por outro lado, na pág. 352, referente ao ítem 65, à nota de rodapé escrita por Kardec, que disse “Não falamos do mistério da encarnação de Jesus, com o qual não temos de nos ocupar aqui e que será examinado ulteriormente”, eles, os dirigentes da FEB acrescentaram uma “Nota da Editora” em que dizem: “- Kardec, em vida, não pôde cumprir esta promessa, visto que, no ano seguinte, 1869, ao dar publicação à obra “A Gênese”, foi chamado à Pátria Espiritual”.

                E por que agiram assim os roustainguistas febeanos?

                É o que vamos ver a seguir.