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ASSIM FALOU ALLAN KARDEC

    (Dialogando com o Espírito de Verdade)

 

A.K. – Acabo de receber de Marselha uma carta em que se me diz que, no seminário dessa cidade, estão estudando seriamente o Espiritismo e “O Livro dos Espíritos”. Que se deve augurar desse fato? Será que o clero toma a coisa a peito?

E.V. – Não podes duvidar disso. Ele a toma muito a peito, porque lhe prevê as conseqüências e grandes são as suas apreensões (...) Prossegue em teu caminho sem temor; ele está juncado de espinhos, mas eu te afirmo que terás grandes satisfações, antes de voltares para junto de nós “por um pouco”.

A.K. – Que queres dizer por essas palavras: “por um pouco”?

E.V. – Não permanecerás longo tempo entre nós. Terás que volver à Terra, para concluir a tua missão, que não podes terminar nesta existência (...) Ausentar-te-ás por alguns anos e, quando voltares, será em condições que te permitam trabalhar desde cedo...

 

OBS. – Em nota complementar ao que disse seu Guia, o Espírito de Verdade, Allan Kardec acrescentou: “ – Calculando aproximadamente a duração dos  trabalhos

que ainda tenho que  fazer (ainda faltavam 8 anos e 9 meses para sua desencarnação) e, levando em conta o tempo da minha ausência e os anos da infância e da juventude, até a idade em que um homem pode desempenhar no mundo um papel, a minha volta deverá ser, forçosamente, no fim deste século (séc. XIX), ou no princípio do outro (séc. XX)”.

                Como se comprova pelo cálculo que o Mestre lionês fez em decorrência do que lhe dissera seu Guia, o Espírito de Verdade, Allan Kardec levou muito a sério  essa revelação. Ora, raciocinando bem, tendo em vista a elevada categoria do Espírito manifestante e a suprema autoridade do único e verdadeiro Missionário da Terceira Revelação, Allan Kardec,  por que motivo nós, insignificantes profitentes da Doutrina dos Espíritos, não vamos também levar em consideração o que consta desse diálogo e do cálculo feito pelo Mestre lionês?

                Infelizmente, porém, há no mundo os pseudo-sábios, aqueles mestres presunçosos, que acham que tudo sabem e que o que afirmam é o que está certo. Esses consideram que trocar idéias, discutir, polemizar sobre o  que disse o Espírito de Verdade (Jesus) e sobre o cálculo que fez Allan Kardec sobre sua volta, é perda de tempo, é coisa de bobos da corte; é discussão estéril.

                Eu já não penso assim como esses doutores da lei dos tempos atuais. Estou com o Espírito de Verdade (Jesus), que fez essa sublime revelação. Estou também com Allan Kardec, que levou muito a sério o que lhe foi revelado, em 10 de junho de 1860 pela mediunidade da Sra. Schmidt, em sessão realizada na residência do Mestre lionês..

E tenho razões muito fortes para tomar esta decisão. Pouco me importa que aceitem ou deixem de aceitar o que, há anos, vivo afirmando e volto a afirmar hoje, com mais segurança e convicção ainda.