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ASSIM FALOU ALLAN KARDEC

(Sobre Jesus, o Homem de Nazaré)

                 “Para o homem Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo ofereceu como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a expressão mais pura da Lei de Deus, porque ele, Jesus, estava animado do Espírito divino e era o mais puro que apareceu  na Terra.

            “Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o têm transviado, ensinando-lhe falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens”. (L.E. nota do número 625)

            “Sem nada prejulgar sobre a natureza do Cristo, e, não o considerando, por hipótese, senão um Espírito superior, não se pode impedir de se reconhecer nele um daqueles de ordem mais elevada e que está colocado, pelas suas virtudes, bem acima da Humanidade terrestre...

            “Como homem, Jesus tinha a organização dos seres carnais, mas, como Espírito puro, desligado da matéria, deveria viver a vida espiritual mais do que a vida corpórea (...) A superioridade de Jesus sobre os homens não se prendia às particularidades de seu corpo, mas às de seu Espírito, que dominava a matéria de maneira absoluta, e à de seu perispírito haurida na parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres.

            “A alma de Jesus não devia prender-se ao corpo senão pelos laços estritamente indispensáveis. Constantemente desligada da matéria, devia dar-lhe uma dupla vista não somente permanente, mas também de uma penetração excepcional e muito superior àquela que se vê entre os homens comuns (...) A qualidade desses fluidos lhe dava uma imensa força magnética, secundada pelo desejo incessante de fazer o bem”. (A Gênese, cap. XV, nº 2)

            “O aparecimento de Jesus na Terra apresenta dois períodos: o que precedeu e o que se seguiu à sua morte. No primeiro, desde o momento da concepção até o nascimento, tudo se passou com sua mãe, como nas condições comuns da vida. Do seu nascimento até a sua morte, tudo, em seus atos, em sua linguagem e nas diversas circunstâncias de sua vida, apresenta os caracteres inequívocos da corporeidade...

            “Se Jesus estivesse, durante sua vida, nas condições dos seres fluídicos, não teria sentido nem a dor, nem nenhuma das necessidades do corpo. Supor que assim não haja sido é tirar-lhe o mérito da vida de privações e de sofrimentos que escolheu como exemplo de resignação.

            “Se tudo nele não era senão aparência, todos os atos de sua vida, o anúncio reiterado de sua morte, a cena dolorosa do jardim das Oliveiras, sua prece a Deus para afastar o cálice de seus lábios, sua paixão, sua agonia, tudo enfim, até a sua última exclamação no momento de entregar o Espírito a Deus, não teria sido senão um vão simulacro, para enganar sobre a sua natureza e fazer crer num sacrifício ilusório de sua vida, uma comédia indigna de um simples homem honesto, com mais forte razão de um ser tão superior; em uma palavra, ele teria abusado da boa-fé dos seus contemporâneos e da posteridade.

            “Tais são as conseqüências lógicas desse sistema, conseqüências que não são admissíveis porque o abaixam moralmente ao invés de o elevar.

            “Jesus teve, pois, como todos nós, um corpo carnal e um corpo fluídico, o que atestam os fenômenos materiais e os fenômenos psíquicos que assinalaram a sua vida.

            “Essa idéia sobre a natureza do corpo de Jesus não é nova. No quarto século, os Apolinaristas já pretendiam que Jesus não tomara na Terra um corpo como o nosso, de carne e osso, mas sim, um corpo fluídico, impassível, que desceu do céu no seio da santa Virgem  e não era nascido dela. Assim, Jesus não teria nascido, não teria vivido, nem teria morrido senão em aparência.

            “Entretanto, os apolinaristas foram anatematizados no Concílio de Alexandria, em 360, no de Roma, em 374 e no de Constantinopla, em 381.

            “Antes deles, já os docetas, seita numerosa dos Gnósticos, pensavam da mesma forma que os apolinaristas” (A Gênese, cap. XV, ns. 65 a 67).

 NOSSO COMENTÁRIO

                 Como se vê, Allan Kardec, o único e verdadeiro Missionário da Terceira Revelação, em sua última obra, A Gênese, que aparece sempre nos grupos de estudo doutrinários, nos centros espíritas e nos congressos e seminários, convocados e presididos pela FEB e seu CFN, fez questão de ser categórico, ao afirmar que nós, adeptos da Doutrina Espírita, não podemos aceitar, de modo nenhum, a idéia dos apolinaristas e dos docetas da Antiguidade, restaurada no século XIX pelo advogado de Bordéus, o Dr. J. B. Roustaing e seguida na atualidade pelos roustainguistas.

            Para nós, espíritas kardecistas, adeptos sinceros e leais da doutrina do Codificador, Jesus de Nazaré foi homem como todos nós, de carne e osso; nasceu, viveu e morreu como todos nós nascemos, vivemos e vamos também morrer um dia, de acordo com a lei natural e divina.  Portanto o nascimento de Jesus não foi um milagre de Deus ou obra do Espírito Santo, como afirmam os católicos, protestantes e roustainguistas. Maria, esposa legítima de José, ficou grávida dele; trouxe no seu ventre, durante nove meses, um feto, fruto de um amor conjugal legítimo e deu à luz, sofrendo as dores do parto, como qualquer mulher. E não permaneceu virgem, como se afirma erradamente, pois perdera a virgindade no seu encontro de amor com José.

            Portanto, já é hora de os febeanos, dirigentes da FEB, que se declaram, hipocritamente, adeptos de Allan Kardec, arrancarem a máscara de Tartufos, que passaram a usar depois do famigerado “encontro” de 5 de outubro de 1949, mais conhecido como “Pacto Áureo”, e se apresentarem perante a comunidade espírita nacional e internacional, como verdadeiros adeptos do Espiritismo.