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ASSIM FALOU ALLAN KARDEC

        (Sobre a origem da espécie humana)

 

                “Da semelhança de formas exteriores que há entre o corpo do homem e o do macaco, concluíram alguns fisiologistas que o homem nada mais é do que uma transformação do macaco.

            “Nada há aí de impossível nem que afete a dignidade do homem. Bem pode se dar que corpos de macaco tenham servido de vestidura carnal aos primeiros Espíritos humanos encarnados na Terra. Sua vestidura era mais apropriada às suas necessidades e mais adequada ao exercício de suas faculdades do que qualquer outro animal.

            “Assim, ao invés de se criar para o Espírito humano um invólucro especial, ele teria achado aqui na Terra,  planeta primitivo, um corpo já pronto para sua encarnação. Vestiu-se, pois, da pele do macaco sem deixar de ser Espírito humano, da mesma forma como o homem não raro se reveste da pele de certos animais sem deixar de ser homem.

            “Mas que fique bem entendido: aqui se trata unicamente de uma hipótese. De modo algum ela é colocada como um princípio. É apresentada apenas para mostrar que a origem do corpo humano em nada prejudica o Espírito que é o ser principal. Da mesma forma, a semelhança do corpo do homem com o do macaco não implica paridade entre o seu ser espiritual  e o do macaco.

            “Admitida, pois, a hipótese acima, pode-se dizer que, sob a influência e por efeito da atividade intelectual do homem (novo habitante primitivo da Terra, planeta também primitivo), o envoltório do homem se modificou; suas particularidades se embelezaram, conservando, porém, a forma geral do conjunto.

“Melhorados os corpos pela procriação, eles foram se reproduzindo nas mesmas condições. Deram assim origem a uma nova espécie, que pouco a pouco foi se afastando do primitivo, à medida que o Espírito humano (alma) foi progredindo.

“Assim, o ser espiritual do macaco, que não foi aniquilado, continuou a procriar, para seu uso, corpos de macacos e o ser espíritual humano (alma) procriou corpos humanos, variantes do primeiro molde em que se meteu.

“Como na Natureza não há transições bruscas, é bem provável que os primeiros homens que apareceram na Terra pouco diferissem do macaco pela forma exterior e não muito pela inteligência.

“O Espiritismo ensina de que maneira se opera a união do Espírito com o corpo, na encarnação, que não é uma punição, como pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do Espírito e um meio de ele progredir.

“Ensinam-nos também os Espíritos superiores que foi uma grande imigração de entidades vindas de outra esfera que deu origem à raça simbolizada na pessoa de Adão, por isso mesmo chamada raça adâmica. Na verdade, quando se deu essa imigração, a Terra já era povoada. Portanto, no estado atual dos conhecimentos, não é admissível afirmar-se que o gênero humano teve sua origem numa individualidade única, Adão, que apareceu aqui cerca de seis mil anos atrás.

“Também nós, espíritas, não podemos aceitar a doutrina dos anjos decaídos...”

(Ver “A Gênese” de Allan Kardec, cap. XI, números 15 a 40 e 43 a 49)

 NOSSO COMENTÁRIO

            Como se vê, claramente, Allan Kardec, que, além de professor, era também um homem de ciência, admitiu como hipótese provável a origem e a evolução das espécies, que o grande naturalista e pesquisador inglês, Charles Darwin, apresentou em sua obra “A Origem das Espécies”, publicada em Londres, em 24 de novembro de 1859.

            Para nós, portanto, cai por terra o mito da raça adâmica a espécie humana teve sua origem num animal muito semelhante ao macaco, que os cientistas denominaram antropóide superior. Esse evoluiu e se transformou com o passar do tempo.

            Jamais os Espíritos superiores da gloriosa falange do Espírito de Verdade admitiram que o ser humano surgiu de “massa inerte e rastejante”, como afirmou Roustaing.