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ASSIM FALOU ALLAN KARDEC

         (Sobre Emmanuel Swedenborg)

 “Swedenborg é um desses personagens mais conhecidos de nome que de fato, ao menos pelo vulgo. Suas obras, muito volumosas, e, em geral, muito abstratas, são lidas quase só pelos eruditos. Assim a maioria das pessoas que delas falam, ficariam muito embaraçadas para dizer o que ele era. Para uns, é um grande homem, objeto de profunda veneração, sem saberem por quê; para outros, um charlatão, um visionário, um taumaturgo.

Como todos os homens que professam idéias contrárias à maioria, idéias que ferem certos preconceitos, ele teve e tem ainda os seus contraditores. Se estes se tivessem limitado a refutá-lo, estariam no seu direito. Mas o facciosismo nada respeita e as mais nobres qualidades não são reconhecidas por eles, os contraditores. Swedenborg não poderia ser uma exceção.

Sua doutrina, sem dúvida, deixa muito a desejar. Ele próprio, hoje, está longe de aprová-la em todos os pontos. Entretanto, por mais refutável que seja, nem por isso deixará de ser um dos homens mais eminentes do seu século”.

(Fonte: “Revista Espírita”, pág. 332 – Ano de 1859 – Tradução de Júlio Abreu Filho – Lançamento da Editora EDICEL)

        OBSERVAÇÃO: Nessa mesma edição da Revista Espírita, (pág. 301) Allan Kardec transcreveu o diálogo que manteve com o Espírito de Swedenborg, evocado numa sessão da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Transcreveu também, (págs. 332 a 337) traços biográficos de Swedenborg, escritos pela Sra. P... e enviados à SPEE, bem como pontos fundamentais de sua doutrina, a comunicação do Espírito de Swedenborg, ditada na sessão de 23 de setembro de 1859 e um diálogo que seu Espírito manteve com Kardec (págs. 338 e 339).  

Comentando um aspecto da doutrina de Swedenborg, Allan Kardec diz: “um dos pontos fundamentais repousa naquilo que ele chama de as correspondências. Na sua opinião, estando os mundos, espiritual e natural, ligados entre si, como o interior ao exterior, resulta que as coisas espirituais e as coisas naturais constituem uma unidade, por influxo e há, entre elas, uma correspondência.

Eis o princípio; mas o que deve ser entendido por essa correspondência e esse influxo: eis o que é difícil apreender”(pág. 334).

Não podemos esquecer que nos “Prolegômenos” com que Kardec inicia “O Livro dos Espíritos”, aparece o nome de Swedenborg, juntamente com outros grandes vultos da História da Humanidade, como Sócrates e Platão, precursores do Cristianismo e do Espiritismo.

NOSSO COMENTÁRIO

                Tudo isso que transcrevemos sobre Emmanuel Swedenborg, veio a propósito de sua biografia, escrita por Michael Stanley e lançada em 2007 pela Editora MADRAS como um dos livros da Coleção “Mestres do Esoterismo”, tradução de José Arnaldo de Castro.

Feita a Introdução, em que o autor apresenta traços da vida de Swedenborg e rápidos comentários sobre sua obra, seu biógrafo, em linhas gerais, nos mostra a estrutura do pensamento espiritual de Swedenborg e como ele encarava a natureza divina e a natureza do homem na Terra, destacando o que nele há de divino.

Fala-nos também como Swedenborg via o mundo espiritual, a sexualidade e o relacionamento conjugal.

Destaca, finalmente, como o biografado via a nova Era e a nova Igreja. Para ele, “há um só deus e uma só pessoa: Jesus Cristo”.