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UM GRITO DE ALERTA AO CENTRO ESPÍRITA

             “O MÉDIUM PASSISTA E O ESTUDO”

                                               Ivo Galindo

                 “Da mesma forma que um trabalho de desenvolvimento e exercício da mediunidade deve ser formado com critério, primando pelo estudo e desenvolvimento do grupo, da mesma forma que um grupo de desobsessão merece todo apoio e trabalho de estudo específico, um grupo de médiuns passistas deve ser formado com o mesmo grau de responsabilidade e afinco, principalmente quanto à elaboração de estudos específicos para o exercício dessa tarefa.

                “Para um estudo específico, jamais poderá ficar de fora o cap. XIV do livro “A GÊNESE”, 5ª Obra da Codificação. Este livro deve ser lido e relido, meditado e estudado com extrema responsabilidade.

                “Quando temos que nos deslocar a uma cidade, que dista 80 km do lugar onde moramos, para quem não tem o hábito de viajar, o deslocamento se torna cansativo e a viagem, demorada. Se, entretanto, esse deslocamento passa a ser um hábito, parece que a distância diminui e o cansaço desaparece.

                “Comparação idêntica podemos fazer em relação ao estudo contido n’A GÊNESE. O Cap. XIV dessa Obra é o que há de mais profundo e esclarecedor a respeito do trabalho do passe. Traz um estudo dos fluidos como nenhuma outra obra ousou fazer.

                “No entanto, para quem não tem o bom hábito do estudo, fazer uma ‘viagem’ nesse capítulo da GÊNESE, a princípio, parece demorado e cansativo.

                “Para solucionarmos esse pequeno problema, sugerimos uma técnica bem simples: que a leitura do referido capítulo seja feita, no mínimo, cinco vezes, num espaço de tempo não superior a 5 dias e não inferior a 2 dias. Após este exercício, agora, sim, o leitor estará pronto a estudar o capítulo e apto a compreender o assunto. O medo do tamanho do capítulo já estará eliminado.

                “A partir desse esforço, todos irão concordar que uma equipe de fluidoterapia tem muita questão específica a estudar, o que justifica os encontros periódicos do grupo para a tarefa de estudo; compreenderão, facilmente, que a competência da manipulação e direção dos fluidos, bem como suas qualidades terapêuticas, são da responsabilidade exclusiva dos Espíritos; concluirão, também, que os movimentos de mãos, os sopros, os chiados, os assobios, os estalos de dedos, os rodopios e os etc... que, lamentavelmente, tanto já presenciamos nas Instituições Espíritas, devem ser depositados na vala da ignorância, na razão em que erguemos o estandarte do conhecimento”.

NOTA : Ivo Galindo é Presidente do Grupo Espírita Novo Alvorecer de Recife/PE – Rua Pierre Curie nº 113 – Cordeiro – Recife/PE – CEP = 50.711-450.

NOSSO COMENTÁRIO.

                Muito bem, companheiro Ivo Galindo, o sr. foi excelente em sua explanação, e, sobretudo, muito justo ao indicar o livro “A GÊNESE” de Allan Kardec para um estudo específico a ser feito pelos médiuns passistas que atuam nos centros e grupos espíritas. Pude comprovar tudo o que o sr. disse, abrindo o cap. XIV dessa obra, em que o Missionário de Lyon, nosso querido Mestre Allan Kardec, trata exaustivamente dos fluidos, sua natureza e propriedade e, ao mesmo tempo, explica, sabiamente, de acordo, é claro, com os ensinamentos que lhe foram dados pelos Espíritos superiores da gloriosa Falange do Espirito de Verdade, alguns fenômenos considerados sobrenaturais.

                Ao mesmo tempo, meu caro amigo, uma grande dúvida se apoderou de mim, porque a Federação Espírita Brasileira (FEB), que a comunidade espírita, formada de “roustainguistas” e “adeptos de Kardec”, aceita como “Casa Mater”, publicou em 1949 um livro de autoria do Sr. Ismael Gomes Braga, intitulado "Elos Doutrinários”. Este livro, em 1978, quando o adquirimos numa livraria espírita, já estava na sua 3ª edição. Hoje deve estar numa trigésima.

                Nesse livro, o Sr. Gomes Braga diz claramente: “O Evangelho s/o Espiritismo destina-se ao público que busca no Espiritismo as regras evangélicas de conduta, e com estas se satisfaz, sem exigir maiores explicações. São os homens que já aceitaram o Evangelho como Revelação Divina e têm a intuição de que tudo no Evangelho está certo e não reclama maior compreensão. Todavia, além desse público crente, existe outro, mais exigente intelectualmente, que reclama explicações minuciosas de tudo quanto se acha no livro sagrado do Cristianismo. Para este público é que foi, ao mesmo tempo,  ditada uma obra muito mais ampla  -  “Os Quatro Evangelhos”, de J. B. Roustaing” (págs. 29 e 30). E, mais adiante, acrescenta: “Os Quatro Evangelhos” de J.B. Roustaing, também conhecido como a ‘Revelação da Revelação’, pois que explica em todas as minúcias a Revelação cristã, e, em linhas gerais, a moisaica, é um curso superior de Espiritismo...”  (pág. 36 ) (grifo nosso).

                Por outro lado, sr. Ivo, para os dirigentes da FEB, que são roustainguistas fanáticos, e se orgulham de o ser, o último livro de Allan Kardec, é uma obra pessoal do Mestre lionês, não expressa o pensamento dos Espíritos superiores. Por isso mesmo, tudo que ali se contém, inclusive o cap. XIV, que o sr. citou e manda os médiuns passistas estudarem profundamente, não tem valor nenhum.

                Como ficamos então, caro amigo? Devemos continuar fiéis e leais somente ao Mestre Allan Kardec, que a FEB considera um professor do ensino secundário, ou devemos ser também alunos de J. B. Roustaing, que, segundo Ismael Gomes Braga, com o apoio da FEB, é um excelente professor do ensino superior, ou melhor, um grande mestre e doutor em Espiritismo, já que para a FEB, com o apoio de todas as Federativas nacionais e mesmo da maioria dos “kardecistas” o “roustainguismo é um curso superior de espiritismo”?!

                Devo deixar bem claro que, eu, pessoalmente, há muito tempo já fiz minha opção: estou com Kardec, somente Kardec, nada mais que Kardec. Os livros que publiquei são provas disto.

                                               E.C.P