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RESPOSTA DE ROUSTAING

 

            “Allan Kardec, tanto em suas conversas com confrades quanto em seus escritos, manifestava a pretensão de acoimar de Docetismo (doutrina errônea, falsa e condenada) tudo o que tendesse a provar que o Cristo teve apenas um corpo fluídico, durante sua permanência na terra. Os Quatro Evangelhos de J. B. Roustaing eram diretamente objetivados por essa apreciação.

            “No jornal “La Vérité” (“A Verdade”), o Sr. Philalétès falara de Docetismo. Allan Kardec então se apoderou dessa expressão para aplicá-la à nossa obra.

            “Vamos responder a essa pretensão, a essa insinuação, que, se não é intencional, prova que o autor do sistema preconcebido não conhecia a doutrina dos Docetas, pois que a considerava semelhante à nossa.

            “A revelação feita pelos Espíritos Superiores, tendo em vista a obra dos Quatro Evangelhos explicados em espírito e verdade, está de conformidade com as modernas descobertas da ciência, com todas as asserções dos investigadores que acabamos de citar. Allan Kardec ignorava esse fato ou o conhecia superficialmente, assim como não sabia bem o que era o Docetismo...

            “... Fôra um ato absurdo de incredulidade e de ignorância, elevadas à mais alta potência, aceitar o Docetismo como sendo a “Revelação da Revelação”, feita pelos Evangelistas e pelos Apóstolos, à guisa de explicação dos Quatro Evangelhos em espírito e verdade e também da incarnação do Cristo...” (Grifos nossos)

          (Fonte: Prefácio de “Os Quatro Evangelhos” de J. B. Roustaing – Edição FEB – ano de 1920, págs. 49, 51, 52 e 56)

 

NOSSO COMENTÁRIO

 

                Observamos, no texto dessa carta que Roustaing dirigiu a Kardec e foi, pela FEB, colocada como prefácio, dois pontos importantes: 1º) Consideramos um ato de grande petulância, ousadia, atrevimento, insolência, alguém se referir ao grande Missionário, assistido pelo Espírito de Verdade, nesses termos tão ofensivos e caluniosos; 2º) Por outro lado, vemos na atitude do Dr. Roustaing, uma grande incoerência e contradição, uma vez que, ele próprio, em cartas que havia dirigido a Kardec, em março e junho de 1861, fez questão de reconhecer a superioridade do Codificador do Espiritismo e tratá-lo mesmo como “Meu caro senhor e honrado chefe Espírita”, como se pode ler na Revista Espírita de junho de 1861.

            E depois, tem uma coisa importante a considerar. Se Allan Kardec, em meados de 1866, ao dar seu parecer sobre a obra “Os Quatro Evangelhos”, fez elogios a ela, como os próprios roustainguistas se gabam disso, por que então tratar o grande Missionário da Terceira Revelação, de maneira tão ofensiva, desrespeitosa, insultuosa, e muito deselegante, como foi tratado pelo bastonário de Bordéus?!

            Não dá para entender!...Somente o fanatismo exacerbado pode explicar tamanho absurdo!   

E dizer que ainda há espíritas, que se dizem leal e sinceramente kardecistas, morrendo de amores por esse advogado de Bordéus, que, seguindo o exemplo de Judas, traiu covardemente o Mestre Allan Kardec!!! As próprias Federações Espíritas Estaduais, curvando-se, humildemente, diante da autoridade do representante do poder supremo, o Presidente da FEB Roustainguista, estribando-se no vergonhoso acordo de outubro de 1949, que ficou conhecido como “Pacto Áureo”, reúnem-se anualmente com o Sumo Pontífice espírita, em Brasília, para lhe prestar as devidas homenagens e acatar as suas decisões!... 

É incrível, mas é verdade!...

E por que iso vem acontecendo há anos?        

            A resposta a este questionamento foi dada por grandes mestres do Espiritismo, expositores e escritores famosos como J. Herculano Pires, Júlio Abreu Filho, Luciano Costa, Henrique Andrade, Ricardo Machado, Gélio Lacerda da Silva e tantos outros.

            Mas, que fazer, se são poucos os que lêem suas obras?!...