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A REENCARNAÇÃO SEGUNDO ROUSTAING

 

                “Jesus não nasceu do homem (...) Ele era demasiadamente puro para vestir a libré do culpado. Sua natureza espiritual era incompatível com a encarnação material (...) Tudo nele foi obra do Espírito Santo (...) Seu Espírito não foi submetido às leis da encarnação...” (J. B. Roustaing, “Os Quatro Evangelhos” vol. I, pág. 166 – FEB – 6ª edição)

                “Jesus se criou como todos os meninos precoces da sua idade, tendo falado e andado muito mais cedo que as outras crianças, revelando excepcional precocidade.

            “Antes de chegada a época de cessar a  amamentação ordinária, começou a ir para os campos, ou com os outros meninos, ou sozinho. (...) sua precocidade era muito superior à de todos os outros meninos...”

            “Não, a encarnação humana não é uma necessidade, ao contrário, é um castigo...

            “É errôneo admitir-se que a encarnação humana seja uma necessidade (...) É errôneo não se admitir que a encarnação humana seja um castigo...

            “A encarnação humana, em princípio, é apenas uma conseqüência da primeira falta cometida pelo Espírito, aquela que deu causa à sua queda. A reencarnação é a pena de reincidência, da recaída...” (idem, 317, 320/321 e 324)

 

NOSSO COMENTÁRIO

 

            Segundo se lê em “O Livro dos Espíritos” (cap. II, ns 132 e 133) “Deus impõe aos Espíritos a encarnação com a finalidade de os levar à perfeição, já que todos são criados simples e ignorantes e se instruem através das lutas e tribulações da vida corporal”.

            Portanto, o Espírito de Jesus foi também criado simples e ignorante, porque Deus, que é justo, não iria abrir exceção para nenhum Espírito.

            O Espírito de Jesus, até chegar ao supremo grau de perfeição a que chegou, teve que passar por várias existências humanas, na Terra ou em outro planeta habitado.

            Esta é a lei natural da verdadeira vida, a do Espírito.

            E foi por ter alcançado o grau máximo de perfeição que o Espírito de Jesus recebeu de Deus a missão de vir confirmar os Dez Mandamentos, recebidos por Moisés no Monte Sinai. Veio também dar aos homens uma nova Revelação em que mantém o princípio da reencarnação, dizendo que “ninguém pode chegar ao Reino de Deus, se não nascer de novo”, o que foi comprovado pela Terceira Revelação, o Espiritismo, definido como Ciência e  Doutrina Filosófica com conseqüências morais.

            Quando Roustaing diz que Jesus, menino ainda, demonstrou “excepcional precocidade”, isto significa que seu Espírito progrediu tanto que foi, ainda criança um “prodígio”, um gênio.

Viveu Jesus, portanto, muitas vidas, antes de reencarnar como o Homem de Nazaré, sim, “HOMEM” de carne e osso e não um “corpo fluídico”, um “agênere”como está em “Os Quatro Evangelhos” ou “Revelação da revelação”.

            A reencarnação humana é, pois, uma necessidade para o progresso do Espírito humano e não um castigo imposto por Deus. É, logicamente, uma lei divina, como a que diz: “Crescei e multiplicai-vos”. Sim, porque é pelo nascimento das pessoas que os Espíritos podem viver novamente, para, através do relacionamento social e das provações, poderem progredir.

            Na verdade, os roustainguistas não podem continuar dizendo que a reencarnação é um castigo, porque: (1) eles se dizem kardecistas; (2) como kardecistas,  sabem que “os Espíritos podem permanecer estacionários, mas nunca retrogradam); (3)  sabem que o cognome “Allan Kardec” foi adotado pelo Prof. Rivail , quando, numa sessão espírita, soube que fora um sacerdote druida com esse nome; (4) sabem também que o Codificador  foi John Huss, no século XV; (5) sabem, finalmente, que iria renascer para completar sua missão, como foi anunciado.