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O ROUSTAINGUISMO NO BRASIL

 

                Disse muito bem José Herculano Pires: “O Roustainguismo chegou ao Brasil num momento crítico, quando a nossa cultura estava sendo abalada por várias infiltrações européias. Entre essas o Espiritismo, que chegara da França e empolgara alguns espíritos cultos, na segunda metade do séc. XIX. O Roustainguismo se apresentava como integrado no Espiritismo e tocava de perto a sensibilidade mística de alguns ex-católicos.

            “A França era então o centro da Civilização e Paris o cérebro do mundo. A obra de Roustaing chegava amparada pelo prestígio da França e do Espiritismo. Além disso, trazia também a chancela de Roustaing, nome respeitado nos meios jurídicos de Bordéus, e fora recebida por Madame Collignon, pertencente a  restigiosa família de juristas. Todo esse aparato impunha Roustaing à nossa inteligenzia. Mais do que isso. A obra trazia um grande alívio aos espíritos místicos, pois quebrava a frieza racional da obra de Kardec e restituía ao Cristo a sua condição sobrenatural.

            “Para homens profundamente religiosos como Bezerra de Menezes, que fora exemplo de católico praticante, Antonio Luiz Sayão, Bittencourt Sampaio e outros, cujos escritos atestam o predomínio do sentimento religioso sobre a razão crítica, a obra de Roustaing surgia como uma tábua de salvação, livrando-os do racionalismo kardeciano. Roustaing era a volta ao maravilhoso, ao Cristo místico, divino no espírito e no corpo. Dessa maneira, Roustaing devolvia a essas criaturas as ilusões perdidas da religião lírica que as embalara desde a infância...” (Ver “O Roustainguismo à Luz dos Textos”, pág. 57 da parte I de “O Verbo e a Carne”)

            E o Mestre Herculano Pires foi bem incisivo, ao conclamar os espíritas contra essa obra plena de mistificação, pedindo, inclusive, a todos que quebrem o silencio estabelecido pelo “Pacto Áureo” de 5 de outubro de 1949. Disse ele: “É necessário que os espíritas sinceros não se calem. É preciso dizer, alto e bom som, nas palestras, nas conferências, nos artigos, nos livros, a verdade sobre a obra de Roustaing (...) É dever dos espíritas sinceros combater a mistificação roustainguista (...) O Cristo agênere é a ridicularização do Espiritismo...” (Idem, íbidem, pág. 60) É o que estamos fazendo: DENUNCIANDO.