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HERCULANO PIRES FALA SOBRE

OS CRIPTÓGAMOS CARNUDOS

O Prof. J. Herculano Pires, em seu livro "O Roustainguismo à luz dos textos", Editora Cairbar Schutel de 1973, fala-nos sobre "A metempsicose de Roustaing".

Começa, dizendo o seguinte: "... há um aspecto do problema da reencarnação em Roustaing, que merece tratamento especial" . E, depois de mostrar a inferioridade de Roustaing em relação ao Codificador do Espiritismo, deixando bem claro, inclusive, que Roustaing "é um decalque de Kardec, mas em sentido caricato", Herculano examina, detalhadamente, e, com muita sabedoria, o que se encontra escrito na obra de Roustaing, no trecho em que aparecem os tais "criptógamos carnudos". E, entre outras coisas, nos diz o seguinte:

"Roustaing copia e desfigura Kardec, acrescentando aos seus ensinos os maiores absurdos. Note-se que essas criaturas estranhas, em forma de larvas e lesmas, são encarnações de espíritos humanos que haviam atingido alta evolução, sem passar pela encarnação humana. Depois de desenvolverem a razão em alto grau e de haverem colaborado com Deus nos processos da Criação, voltam à condição de criptógamos carnudos..." E nos chama a atenção para o seguinte fato: "... quando dizemos que regrediram ao plano vegetal e animal, não estamos forçando a interpretação. Cientificamente, os animais semelhantes a plantas estão localizados na linha divisória dos reinos vegetal e animal; são desenvolvimentos de plantas. Se existissem esses criptógamos carnudos, a Ciência os catalogaria como formas de passagem dos criptógamos vegetais para o reino animal..."

E conclui Herculano Pires, com muita lógica: "Temos assim a teoria da Metempsicose, tão seguramente refutada pela lógica de Kardec, devolvida ao meio espírita pelo ilogismo roustainguista. Bastaria esse triste episódio, colhido no caldeirão diabólico dos absurdos de ‘Os Quatro Evangelhos’, para nos provar, sem a menor sombra de dúvida, que essa obra é de autoria das trevas e que a sua finalidade é confundir os espiritistas pouco habituados a passar as coisas pelo crivo da razão. Mais do que isto, porém, o objetivo evidente é o de ridicularizar o Espiritismo para dele afastar as pessoas de bom senso" (Ver a parte I da obra "O Verbo e a Carne" – Edições Cairbar – 1973, págs. 40 a 45).

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