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MENSAGENS ATRIBUIDAS A ALLAN KARDEC

Em seu livro “CONSCIENTIZAÇÃO ESPÍRITA”, nosso querido e saudoso confrade Gélio Lacerda da Silva, nos diz o seguinte: “Mostraremos trechos de mensagens atribuídas a Allan Kardec-Espírito, nas quais vemos indícios de mistificação ou animismo. O “Kardec”, autor dessas mensagens, apresenta-se inseguro e desapontado com a obra realizada na Terra, em total dissonância com o Kardec-homem, o bom-senso encarnado.

“É sintomática a mistificação ou animismo nas mensagens recebidas por diversos médiuns, alguns deles comprometidos  com a ideologia roustainguista adotada pela Federação Espírita Brasileira e por alguns centros espíritas que a antecederam.

“No roteiro de nossas pesquisas estão mensagens recebidas por Daniel Dunglas Home, na França,; Fernando de Lacerda, em Portugal; Frederico Silva Junior, Zilda Gama, Hernani T. Sant’Anna e Júlio César Grandi Ribeiro, no Brasil. Dos médiuns brasileiros, aqui citados, ao que nos consta (porque ele próprio nos disse), apenas o Júlio Cézar (Julinho) não é adepto das teorias roustainguistas “ (pág. 95).

     Nesta edição do nosso “O FRANCO PALADINO”, focalizaremos apenas a mensagem que foi psicografada pela médium Zilda Gama, sobre a qual assim se expressou o confrade Gélio Lacerda da  Silva: “No livro “Diário dos Invisíveis”, publicado pela Livraria Editora ‘O Pensamento’, de S. Paulo, há uma longa mensagem de ‘Kardec, psicografada pela médium Zilda Gama, intitulada ‘O Corpo de Jesus’, defendendo a tese roustainguista febeana de que Jesus se apresentou na Terra apenas com  seu corpo fluídico, destituído de carne própria do corpo humano, enfim, um agênere. “O que de imediato chama a atenção do leitor familiarizado com os livros de Kardec é que, nessa mensagem, o pseudo-Kardec se contradiz com tudo o que Kardec-homem escreveu sobre esse assunto. Os fenômenos ocorridos com Jesus (...) explicados por Kardec em “A Gênese”, o pseudo-Kardec, no livro “Diário dos Invisíveis”, de Zilda Gama, cataloga os citados fenômenos em defesa da teoria roustainguista do Jesus ‘que não veio em carne’.“A FEB alardeia a conversão do ‘Kardec-Espírito à tese roustainguista, nesta altamente suspeita mensagem recebida por Zilda Gama: é o que se lê em ‘Elos Doutrinários’, de Ismael Gomes Braga, porta-voz da diretoria da Federação Espírita Brasileira. “Por que a FEB não se interessou em conseguir os direitos autorais para publicação desse livro, se ela já editou outros livros da referida médium? Por certo teria autorização da Editora, porque de há muito a edição já se esgotou. O motivo do desinteresse da FEB pela publicação desse livro se explica: inobstante ‘Kardec’ fazer a apologia do ‘corpo fluídico’ de Jesus, os adeptos de Roustaing se decepcionam com a mensagem, porque ‘Kardec’ põe por terra outra teoria roustainguista de que Jesus evoluiu em ‘linha reta’, isto é, que nunca pecou, e, portanto, nunca se submeteu à encarnação humana. Confira-se: ‘Jesus dizia-se filho dos homens  porque não ignorava  a pluralidade das 

existências; sabia que não era um ser excepcional, um predestinado para o sofrimento ou para a glória, criado impecável, mas que havia sido, como todas as criaturas humanas, sujeito ao erro e à fraqueza, tinha tido diversas encarnações, em diferentes planetas, em eras remotas, as muitas moradas de seu Pai, padecido  árduas provas, até que, liberto de todas as jaças de caráter, acendrado pela dor, adquiriu méritos extraordinários”.

“O pseudo–Kardec se estende em *afirmativas inverídicas quanto ao Kardec-homem, a exemplo do que se segue: ‘– Quando tracei, em minha última existência, as páginas que constituem alguns dos livros por mim organizados, vacilei sobre se deveria, ou não, julgar o Rabi um ser humano ou uma entidade supra-terrena’.

“Kardec-homem, no seu livro ‘A Gênese’, cap. XV, foi incisivo ao analisar a natureza corporal de Jesus, e concluiu, firmemente, que Jesus teve um corpo carnal idêntico ao de todo ser humano. Logo, em afirmando que Kardec vacilou no julgamento da natureza humana ou supra-terrena de Jesus, o pseudo-Kardec–Espírito aumenta o rastro de sua farsa” (págs. 101 e 102).

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