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PRECES ESPÍRITAS

             Já está em sua 4ª edição um livro que a Pallas Editora, do Rio de Janeiro, lançou ao público em 1998 com o seguinte título: “AS MAIS LINDAS E CURATIVAS PRECES ESPÍRITAS”.

            Como na capa está escrito “ESPÍRITO ANGELLIS”, e, na folha de rosto, se declara que essas “preces” foram ditadas pelo Espírito Angellis”, fica-se com a impressão de que se trata daquela ex-freira, que, há muito, vem se manifestando pela psicografia de Divaldo Franco. Mas, pelo visto, não tem nada a ver.

            Ao abrir o livro, o Espírito, logo na primeira prece que aparece, o Espírito Angellis esclarece que “é dirigida a Nosso Senhor Jesus Cristo” e começa falando “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

            A Segunda prece é uma “Oração ao Sagrado Coração de Jesus” e, no final, pronuncia a palavra “Amém”.

            Na pág. 13, aparece como título: “NOVENA PODEROSA AO MENINO JESUS DE PRAGA”. Segue-se a prece ao menino Deus, mas dirigida à Sagrada Mãe Maria, expressão que aparece repetida três vezes.

            Em nota de rodapé, recomenda-se: rezar 3 Ave Maria e l Salve Rainha.

            Nas preces seguintes, todas dirigidas aos Santos, a Santíssima Trindade sempre é invocada, bem como Maria, a Mãe de Deus. No final, a seguinte recomendação: Rezar um Padre Nosso, uma Ave Maria e uma Salve Rainha.

            Chegando ao fim da leitura dessa pequena obra de 106 páginas, peguei “O Evangelho segundo o Espiritismo”, e, usando o método científico de trabalho, fiz um minucioso estudo comparativo entre o que disse Kardec em sua “Coletânea de Preces Espíritas” e esse tal Espírito Angellis, e verifiquei que não tem nada a ver uma coisa com a outra.

            Que petulância! Como é que se ousa lançar ao público um livro com o título de “Preces Espíritas”, quando são diametralmente opostas às que nos apresenta o Codificador, que as escreveu sob a assistência do Espírito de Verdade?! E o que fizeram a FEB e esse seu Conselho Federativo Nacional para impedir essa barbaridade?!

Com a palavra o Sr. Nestor Mazotti, muito digno presidente da Federação Espírita Brasileira.

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