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VEEMENTE APELO (II)

Companheiros.

Conforme disse Allan Kardec em seu comentário crítico transcrito na Revista Espírita de junho de 1866, no livro que tomou seu nome, Roustaing havia tratado de certas questões que não era oportuno abordar.  Eram “opiniões pessoais dos Espíritos que as ditaram e que precisavam passar pela sanção do controle universal, motivo pelo qual, até mais ampla confirmação, não poderiam ser consideradas como partes integrantes da doutrina espírita”

“Quando tratarmos delas”, concluiu Kardec, “fá-lo-emos de modo decidido. É que então teremos recolhido documentos bastante numerosos nos ensinos dados de todos os lados pelos Espíritos...”

E de fato isto aconteceu. Assim, em janeiro de 1868, Kardec publicou seu último grande livro  - A Gênese – É que, “depois de ter estabelecido as bases teóricas e práticas da doutrina,cabia-lhe interpretar o Antigo e o Novo Testamento segundo o Espiritismo”, como disse muito bem seu biógrafo, André Moreil.

Portanto, companheiros, se foi o próprio Codificador do Espiritismo quem declarou que a obra de Roustaing não poderia ser considerada como complementar às da Doutrina Espírita, não tem cabimento nenhum aquele parágrafo único do artigo primeiro do Estatuto da F.E.B., que, contrariando o pensamento do grande missionário lionês, deixa bem claro que é uma obra complementar, e, por isso mesmo, deve ser lida, estudada, e, sobretudo, divulgada, o que constitui um absurdo.

Lembremos, mais uma vez, o que disse Emmanuel ao médium mineiro, desencarnado há quase três anos: “- Chico, se algum dia os meus ensinamentos estiverem em contradição com os de Allan Kardec, fique com Kardec e esqueça o que eu disse”, o que constitui, na verdade, uma sábia advertência.

Por outro lado, lembremos também o que declarou o Espírito de Bezerra de Menezes pela mediunidade do Chico: “KARDEQUIZAR É A LEGENDA DE AGORA”.

Por isso, temos que reconhecer que foi triste, lamentável mesmo, o que ocorreu naquela assembléia geral, convocada para se adequar o Estatuto da F.E.B. ao novo Código Civil Brasileiro, quando, inesperadamente, um roustainguista fanático, avisado com antecedência, recorreu à Justiça e conseguiu uma liminar, que impedia aquela adaptação. E assim, acompanhando o oficial de Justiça, entrou pelo recinto da assembléia, impedindo  que se tomasse aquela decisão acertada. Repetiu, desta forma, o mesmo que faziam os inquisidores medievais, cumprindo ordens da Congregação do Índex.

E qual foi a reação da comunidade espírita, que se gaba de ser kardecista ? Nenhuma. Todos abaixaram a cabeça e se curvaram diante dessa atitude infeliz e injusta. E continuam assim de cabeça baixa!

Pode-se perguntar então: - Onde está o bom senso? Onde, a lógica? Onde, a razão?!...

Companheiros, é preciso lembrar sempre o que disse, certa vez, o luminoso Espirito de Verdade (Jesus) : “- São chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos”.

Sim, prezados irmãos, dirigentes da F.E.B. e das Federativas,  é chegada a hora da mudança, da grande transformação. Mas, para isso, é preciso deixar de lado o orgulho, a presunção, a vaidade. É preciso que haja humildade, sim, muita humildade. E é isto, justamente, o que toda a comunidade espírita espera dos senhores.

Que Deus Todo-poderoso os abençoe e o Espírito de Verdade (Jesus de Nazaré) os proteja, ilumine e oriente, para que a nossa querida Doutrina Espírita se engrandeça cada vez mais.

Um cordial abraço e votos de muita paz!

                E viva Allan Kardec, o único e verdadeiro missionário da Terceira Revelação!

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