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PROMESSA QUE FIZEMOS

      Em setembro de mil novecentos e setenta, meu pai, SEVERINO DE FREITAS PRESTES FILHO, já estava com oitenta anos e sua saúde inspirava cuidados. Tudo indicava que  tinha poucos anos de vida.

      Certa noite, depois de fazer a minha prece e ler aquela belíssima instrução dada pelo Espírito Erasto, Discípulo de São Paulo, intitulada “Missão dos Espíritas”, fui tomado de uma vontade imensa de escrever uma carta para meu pai. Coloquei-me então diante da máquina de escrever e comecei a datilografar o seguinte: “ Meu pai, acredite em mim. Estou falando como um iniciado também. Eu serei o instrumento que seu Espírito, depois de desencarnado, vai utilizar para proscrever esse bezerro de ouro a que se refere o Grande Erasto. Acredite em mim”.  (Entreguei-a, pessoalmente, a ele).

     Meu pai desencarnou no dia 17 de janeiro de 1979, e, desse ano em diante, tanto como escritor, expositor e jornalista espírita, eu me coloquei na linha de oposição ao sistema vigente no Brasil desde 1884, lutando, incessantemente, em prol da pureza doutrinária do Espiritismo. E continuo firme na trincheira da linha de frente. Graças à promessa que fiz a ele, que está sempre ao meu lado, tenho certeza absoluta.