ofplogo.gif (4994 bytes)O PAPA E O CONCÍLIO


Em boa hora, a Editora Leopoldo Machado, de Londrina/PR, editou o célebre livro "O PAPA E O CONCÍLIO", de autoria do teólogo alemão Johann Joseph Ignaz von Döllinger (pseudônimo Janus), numa primorosa tradução de Rui Barbosa.

Estou lendo com muita atenção e, como de costume, fazendo minhas anotações.

Logo no prefácio de Rui Barbosa, chamou-me a atenção o que se pode ler na pág. 20: "A América é a verdadeira pátria e a sede vindoura da Igreja e seu poder". Foi o que disse o Papa Pio IX.

Mais adiante, na pág. 49, pode-se ler o seguinte: "Os jesuítas são apenas membros de Roma, são apenas uma das revelações práticas do sistema papal em ação, organizado, armado, militante..." e na pag. 5l: "... protegidos pelos papas Paulo II e Pio V, obtendo assim privilégios descomunais (...) adquiriram os jesuítas com incomparáveis imunidades e prerrogativas, um poder infinitamente superior ao do episcopado, sempre, todavia, em proveito da dominação papal...Assim, repudiando todos os escrúpulos de moralidade, subordinando os meios ao fim, essa milícia inumerável e infatigável, tem enchido a Terra, com seus feitos, em prol da supremacia teocrática de Roma".

Isto vem mostrar, claramente, porque foi que, no Brasil, os pioneiros do espiritismo, ao fundarem a Federação Espírita Brasileira, em janeiro de 1884, enveredaram logo pelo roustainguismo, colocando-se no poder e à frente do movimento espírita brasileiro, como presidentes daquela instituição.

Isto vem explicar também porque foi que o ex-jesuíta, padre Manoel da Nóbrega (Emmanuel), reapareceu no Brasil, no início dos anos 30, lançando mão da mediunidade ostensiva de um jovem carola. E a FEB roustainguista já é uma sucursal do Vaticano.

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