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JORNAL “O CRISTÃO ESPÍRITA” INFORMA

      “Por iniciativa dos ‘Amigos de Roustaing’ e do Grupo Espírita ‘Regeneração’, realizou-se nos dias 03 e 04 de junho, em Goiânia/GO, o II Congresso Jean Baptiste Roustaing, este ano com o tema ‘A Revelação Divina é Permanente e Progressiva’.

     “Depois do sucesso alcançado pelo primeiro Congresso, no ano passado, em Brasília, era grande a expectativa por esta nova edição de troca de idéias. A receptividade à programação proposta para o congresso 2006, no entanto, foi muito além da  esperada. Mais de quinhentas pessoas lotaram, nos dois dias, o amplo salão do auditório UNIP, cheias de energia, dúvidas, alegria e muita motivação para estudar, debater e conhecer melhor ‘Os Quatro Evangelhos’. As regionais da TV Globo e do SBT cobriram toda a agenda do evento, oferecendo também espaço para entrevistas aos organizadores e aos congressistas. Enfim, uma festa de luz, toda dedicada ao estudo da obra do Apóstolo de Bordeaux.

     “A agenda de palestras começou às 14,30 h do Sábado, dia 03. Após a abertura solene, feita por João Domenciano, presidente do Grupo Regeneração, e de breve apresentação musical do Quarteto de Cordas de Goiânia, coube ao bem-humorado Ariston Santana Teles, de Brasília, fazer a Conferência Magna do Congresso. Ariston destacou, em sua exposição, um ponto fundamental de ‘Os Quatro Evangelhos’ de Roustaing: ‘a Revelação da Revelação’, que explica hoje o que não podíamos compreender na época do Cristo. Ela é, afirmou Ariston,  a ‘explicação’ da Revelação dos Evangelhos, adequada ao pensamento e ao conhecimento de nossa época.

      “Na seqüência, apresentou-se o Dr. Maurício Neiva Crispin (...), trazendo o tema ‘A queda segundo Roustaing’.

       “Através de uma série de slides, totalmente ilustrados, baseados nos ensinamentos da obra ‘Os Quatro Evangelhos’, sobre a queda espiritual do homem, enriquecidos por dezenas de citações de Kardec, Emmanuel, André Luiz, Pietro Ubaldi e Jung, entre outros, Maurício procurou esclarecer por completo o tema da queda, conforme apresentada na obra de Roustaing, salientando, passo a passo, a sua fundamentação doutrinária e científica...

      “A programação do primeiro dia concluiu-se com a exposição do irmão Júlio Damasceno, apresentando um estudo comparado das obras de Kardec e Roustaing acerca do tema ‘Deus’.

      “Apoiado nos comentários feitos pelo Codificador na Revista Espírita de junho de 1866, acerca da obra ‘Os Quatro Evangelhos’, em que o Mestre lionês diz não haver ‘nenhum ponto de contradição’ desta obra com o que consta  em ‘O Livro dos Espíritos’, ‘O Livro dos Médiuns’ e ‘O Evangelho segundo o Espiritismo’, e em uma numerosa coleção de citações sobre o tema, retiradas destas obras, Júlio procurou chamar a atenção para um paradoxo ainda pouco ventilado nos debates do nosso movimento; ‘ – Como foi possível, exclamou ele – que em pleno séc. XX, tenhamos rejeitado, por pura desinformação e ‘pré-conceito’, a maior e melhor obra espírita, para estudo dos Evangelhos, justo aqui, em um país como nosso, que tem a vocação para ser a Pátria do Evangelho?! – acrescentando – ‘basta comparar, de verdade, palavra a palavra, as duas obras, para se tornar evidente a sua relação de continuidade e de complementaridade. A afirmação do Codificador precisa mais do que nunca, ser demonstrada, para que todos  possam formar opinião, a partir de seu próprio juízo, sem depender de terceiros”.

     “A manhã do segundo dia começou com uma exposição do estudioso Jorge Damas Martins sobre os ‘Criptógamos Carnudos’ e a evolução primitiva...

      “Depois de breve intervalo, o encontro foi encerrado com a promoção de uma pequena mesa redonda, que contou com a participação de todos os congressistas, a fim de atender às dúvidas dos participantes do Congresso, seguida de nova apresentação do Quarteto de Cordas de Goiânia e emocionada prece de agradecimento...

     “Como saíram todos com o gostinho de ‘quero mais’, a próxima edição do Congresso Jean Baptiste Roustaing já tem local e data definidos: será aqui, no RIO DE JANEIRO, promovida por nossa CASA e será realizado, igualmente, em junho de 2007.

     “Considerem-se todos, desde já, nossos convidados!” (Extraído de “O Cristão Espírita”, órgão da Casa de Recuperação e Benefícios “Bezerra de Menezes”, edição  nº 154, relativa ao segundo trimestre de 2006 - abril, maio, junho).

NOSSO COMENTÁRIO

Aí está, queridos leitores, enquanto nos centros e grupos espíritas, filiados às Federativas Estaduais, que, reunidas periodicamente, constituem o C.F.N., que é o mais importante Departamento da F.E.B., é proibido falar de Roustaing e da obra “Os Quatro Evangelhos”; proibição que se estende também aos Congressos Espíritas Estaduais e Mundiais, nas casas espíritas declaradamente roustainguistas e nos congressos por elas promovidos se exalta Allan Kardec por ter, em 1866, elogiado a obra “Os Quatro Evangelhos”, considerada a “Revelação da Revelação”.

     Todavia, agindo intencionalmente, não apresentaram as restrições que o Mestre lionês fez a “Os Quatro Evangelhos”, nem, muito menos, é claro, fizeram menção à declaração de Kardec de que não considerava essa obra como complementar às da Codificação. E,  -  o que é pior ! -  não fizeram, os roustainguistas ali reunidos, nenhuma referência à obra “A Gênese”, em que o Grande Missionário da Terceira Revelação, assistido pelo Espirito de Verdade, sabiamente rebateu e contestou todos os argumentos antidoutrinários usados por Roustaing.

      Foi por isso que resolvemos iniciar este boletim, transcrevendo o comentário de Allan Kardec sobre a obra “Os Quatro Evangelhos”, inserido na Revista Espírita de junho de 1866.

     Fizemos questão também de apresentar um esquema comparativo entre o que Kardec disse em seu comentário sobre a obra de Roustaing e em seu último livro “A Gênese”, publicado em 1868 e o que disseram os Espíritos que se identificaram a Roustaing como sendo os Evangelistas (Mateus, Marcos, Lucas e João) assistidos pelos Apóstolos de Jesus, conforme consta do Prefácio da obra “Os Quatro Evangelhos”ou “revelação da revelação” que leva o nome de J. B. Roustaing.