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RESPOSTA DA AMIPE À REVISTA “UNIVERSO ESPÍRITA”

 

                Em seu nº 39, esse importante órgão de divulgação, declarou que “a Doutrina Espírita é tão antiga quanto o mundo”, e “já era conhecida pelos sacerdotes egípcios, que utilizavam seus conceitos como ferramentas para subjugar o povo”

                Em resposta, o jovem confrade de Belo Horizonte, Estêvão de Andrade, em nome da Coordenação Administrativa da Associação Mineira de Pedagogia Espírita (AMIPE), de que faz parte, discordando da opinião do articulista desse órgão de imprensa, declarou, muito sabiamente, e calcado em Allan Kardec:  1º) “ A Doutrina Espírita passou a existir após a sua codificação por Allan Kardec, mais precisamente em 1857, com o lançamento de “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”. Os conceitos nela contidos, sim, estes são tão antigos quanto o Universo; 2º) O que os egípcios conheciam eram conceitos trazidos também hoje pela Doutrina Espírita; 3º) Afirmar que  “eles utilizavam seus conceitos como ferramentas para subjugar o povo”,  é o mesmo que confundir a Doutrina Espírita com o  Espiritualismo, o Esoterismo, práticas do antigo Egito e colocá-la na ‘Calçada da Fama’ das religiões que oprimiram e subjugaram, em nome de Deus, (veja-se a Igreja Católica e sua Santa Inquisição e a luta dos povos Árabes X Judeus). Que ABSURDO!

       “Transmitir conceitos como os expostos acima “ – conclui Estêvão de Andrade – “é grave; confundem os leitores e reforçam os críticos da Doutrina Espirita! Fazer isso numa revista tão conceituada, divulgada e propagandeada por nós é inadmissível!

                “Julgo que tal erro perante a Codificação merece retratação e correção pública!...”

(a)           Estêvão de Andrade

             (Fonte: e-mail de 23 de março de 2007)

NOSSO COMENTÁRIO

                Muito bem, caro Estêvão, gostamos muito da resposta que você deu aos redatores da Revista “Universo Espírita”. Nossos sinceros parabéns. Concordo plenamente com você!

                Entretanto, erro mais grave estão cometendo os dirigentes da Federação Espírita Brasileira (FEB), que continua mantendo como parágrafo único do artigo primeiro do seu Estatuto o absurdo de afirmar que “Os Quatro Evangelhos” de J. B. Roustaing é uma obra complementar às da Codificação com o que Allan Kardec não concordou e deixou bem claro na Revista Espírita de junho de 1866, quando ela foi lançada.

                E, tanto os atuais grandes expositores espíritas, que andam  viajando por aí, fazendo longas palestras em auditórios repletos de espíritas e simpatizantes da Doutrina, como os que integram o Conselho Federativo Nacional da FEB, representando suas Federativas, permanecem calados, mudos, indiferentes, como se nada de mal e de ruím estivesse acontecendo dentro do nosso movimento.

                Aos grandes médiuns de hoje só interessa promoverem tardes ou noites de autógrafos e venderem títulos ditados pelos  espíritos, apresentando-se ao público como se fossem eles os autores. E assim se tornam famosos como “escritores espíritas” e conseguem muito lucro nas vendas das produções intelectuais dos Espíritos e não deles que, na verdade, são meros instrumentos. Que tristeza!...