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PALAVRAS DO MESTRE HERCULANO PIRES

 

            “Roustaing é o anti-Kardec. Se Kardec  é o bom senso, Roustaing é a falta de senso.

            “Há uma intenção evidente na obra de Roustaing: a de lançar o ridículo sobre o Espiritismo.

            “Roustaing é um decalque de Kardec, mas em sentido caricato. Sua Doutrina é uma caricatura da Doutrina Espírita, com todas as deformações intencionais destinadas a ridicularizar o Espiritismo...

            “O restabelecimento da metempsicose não sendo mais possível, diante da lúcida argumentação kardeciana a respeito e da natural evolução da cultura, os pseudo-teóricos da ‘revelação da revelação’ foram cair mais uma vez na armadilha do ilogismo, oferecendo-nos uma doutrina monstruosa da queda dos anjos, que só não apavora porque provoca risos.

            “Roustaing copia e desfigura Kardec, acrescentando aos seus ensinos os maiores absurdos...”

            “A obra de Roustaing é de autoria das trevas. Sua finalidade é confundir os espiritistas pouco habituados a passar as coisas pelo crivo da razão. Mais do que isso, porém, o objetivo evidente dessa obra é ridicularizar o Espiritismo para dele afastar as pessoas de bom senso.

            “O tom místico da obra de Roustaing é evidente...

            “O livro ‘Os Quatro Evangelhos” de Roustaing é o Cavalo de Tróia do Espiritismo. Nada mais ridículo do que os troianos, recolhendo o engenho grego em sua cidadela, encantados apenas com a grandeza da obra. Ridículo também por sua inutilidade...

            “Roustaing é a pretensão e a precipitação. Kardec observa, estuda, pesa, analisa e entrega-se à profunda perquirição, a exaustiva experimentação (...) Enquanto em Kardec o estado de espírito era de observação, em Roustaing era de fascinação. Kardec ponderava, analisava, experimentava. Roustaing se entregava aos espíritos abdicando da própria razão.

            “É necessário que os espiritas sinceros não se calem. É preciso dizer, alto e bom som, nas palestras, nos artigos e nos livros, a verdade sobre a obra de Roustaing (...) Não é possível calar diante da astúcia dos mistificadores e da fascinação dos que a aceitam e aplaudem.

            “É dever dos espíritas sinceros combater a mistificação roustainguista neste alvorecer da Era Espírita no Brasil. Ou arrancamos o joio da seara ou seremos coniventes na deturpação doutrinária que continua maliciosamente a ser feita. O Cristo agênere é a ridicularização do Espiritismo...”

                (Ver “O VERBO E A CARNE”, parte I – O Roustainguismo à luz dos textos, de J. Herculano Pires – Edições Cairbar – São Paulo/P – 1ª edição – 1973).