ofplogo.gif (4994 bytes)   


“O CLAMOR DA VERDADE”

Poema de Heloísa Zanconatto Pinto

Ante o ataque infiel dos Roustainguistas,
a verdade conclama os Kardecistas
a clamarem nos púlpitos de fé...
contra a insana e irreal ideologia
que, explorando os mistérios da Utopia,
impele o Mito a se manter de pé!...

Contra os lobos com peles de cordeiros
que vorazes, cruéis e traiçoeiros
vão minando o Rebanho de Jesus!

É a serpente do Mal que, sorrateira,
profanando a Mensagem Verdadeira,
desvirtua o calvário de uma Cruz!
É o tenaz inimigo da Doutrina
que, investido do verbo que fascina,
se fez douto aos ouvidos do Cristão,
pois dotado de empáfia e de malícia,
põe seus falsos conceitos, com perícia,
entre as Obras da Codificação!

Desfraldemos, irmãos, Nossa Bandeira,
quais Soldados da Fé, cuja fileira,
do Bom Combate já espera por nós...

E, de Kardec, honrando a lealdade,
libertemos o grito da Verdade,
porque a Verdade, Meus irmãos, tem voz!...
 

                (Fonte: “O TIMONEIRO” da Comunidade Espírita “A Casa do Caminho” de Juiz de Fora/MG, edição de julho de 1996)

 NOSSO COMENTÁRIO

                 Muito bem, irmã Heloísa, concordamos, plenamente com seu “Clamor da Verdade”.

                É preciso não esquecer nunca que J. B. Roustaing desrespeitou nosso querido mestre Allan Kardec, ao afirmar: “Allan Kardec, nas suas conversações e nos seus escritos, manifestava a pretensão de acoimar de Docetismo (Doutrina errônea, falsa e condenada) tudo o que tendesse a provar que o Cristo teve apenas um corpo fluídico durante sua permanência na Terra. Os Quatro Evangelhos era objeto dessa apreciação. É que, no jornal “La Verité”, Philalétès falara de Docetismo. Allan Kardec se apoderou dessa expressão para aplicá-la à nossa obra.

                Vamos responder a essa pretensão, a essa insinuação que, se não é intencional, prova que o autor do sistema preconcebido não conhecia a doutrina dos Docetas.

            A revelação contida em “Os Quatro Evangelhos” está de conformidade com as modernas descobertas da ciência (...) Allan Kardec ignorava esse fato ou o conhecia superficialmente, assim como não sabia bem o que era o Docetismo...

                Fôra um ato absurdo de incredulidade e de ignorância, elevadas à mais alta potência aceitar o Docetismo como sendo a Revelação da revelação ou Os Quatro Evangelhos...”

             (Fonte: Prefácio de “Os Quatro Evangelhos” – Edições da FEB – Prefácio – Ano 1920)

 Parece mentira, mas não é, é a pura verdade: são os roustainguistas, que apóiam isto que foi dito por Roustaing contra Kardec, que dirigem e orientam há mais de cem anos, o movimento espírita dito “kardecista” no Brasil, inclusive com a conivência dos membros do Conselho Federativo Nacional criado pelo “Pacto Áureo” de outubro de 1949.

                Razão tinha meu querido e saudoso pai, Severino de Freitas Prestes Filho, quando, em nossas conversas em família, repudiava Roustaing e jamais concordou com o que Chico psicografou em 1938, numa obra roustainguista ditada pelo Espírito de Humberto de Campos, intitulada “BRASIL CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO”, publicada pela FEB, com prefácio de Emmanuel e anuência do médium de Pedro Leopoldo/MG. (Ver pág. 176 da 11ª edição). Da mesma forma, Severino Prestes Filho, meu pai jamais concordou com esse vergonhoso “pacto” de outubro de 1949, que pôs em destaque essa famigerada obra supra citada