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E POR FALAR NO MITO DA UNIFICAÇÃO!   

 

Em abril de 2004 a UMEN-União Municipal Espírita de Nilópolis/RJ lançou, em 1ª edição, pela Gráfica do Centro Espírita  “Léon Denis”, do Rio de Janeiro, um livro, organizado por Lydienio Barreto de Menezes, intitulado “Espíritas e Espíritos falam de Unificação”.

A obra está dividida em duas partes.

 Na primeira, fala das bases da Unificação, dos 55 Anos do Pacto Áureo, dos Órgãos e Agentes de Unificação e dos fatos significativos que criaram e desenvolveram o trabalho de unificação, desde 1865 até 1992. E, como não poderia deixar de ser, apresenta uma entrevista concedida por Divaldo Pereira Franco, em que ele se pronunciou favorável à unificação.

Na segunda parte, apresenta várias mensagens espíritas psicografadas por Chico Xavier, Divaldo Franco, Julio César Grandi Ribeiro, a começar, é claro, e nem poderia ser de outra forma, pelo Espírito do padre jesuíta Manuel da Nóbrega, sob o pseudônimo de Emmanuel. Esta foi psicografada por Chico e inserida nos Anais do II Congresso Espírita Mineiro, realizado em 3 de outubro de 1952.

Não podemos deixar de reconhecer que se trata de um bom trabalho de pesquisa feito pelo autor sobre esse tema: Unificação..

Mas, para mim, trata-se na verdade de um verdadeiro panegírico disso que sempre considerei e continuo considerando um mito.

Portanto, prefiro ficar com o que disse J. Herculano Pires: “ – O silêncio estabelecido pelo ‘Pacto Áureo’ deu resultados negativos, pois toda uma geração espírita se formou nesse período e agora está sendo colhida de surpresa pela ‘novidade’ do roustainguismo.

“Por isso, e pelas suas conseqüências desmoralizadoras, é necessário que os espíritas sinceros não se calem. É preciso dizer, alto e bom som, nas palestras e nas conferências, nos artigos e nos livros, a verdade sobre a obra de Roustaing (...) Não é possível calar, diante da astúcia dos mistificadores e da fascinação dos que aceitam e aplaudem a obra ‘Os Quatro Evangelhos’ de J. B. Roustaing.

“É dever dos espíritas sinceros combater a mistificação roustainguista. Ou arrancamos o joio da seara ou seremos coniventes na deturpação doutrinária que continua maliciosamente a ser feita.

“O Cristo agênere (corpo fluídico) é a ridicularização do Espiritismo” (“O Verbo e a Carne”, de J. Herculano Pires e Júlio Abreu Filho – 2ª edição – pág. 60 da parte I)