ofplogo.gif (4994 bytes)   


HOMENAGEM A J. HERCULANO PIRES

 

                A Gazeta “PENSADOR”, órgão da Agência de Notícias da Paraíba, associando-se às homenagens prestadas pela Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, pelo transcurso dos 30 anos de desencarnação do grande escritor, expositor, jornalista José Herculano Pires, transcreveu na edição de março próximo passado um brilhante artigo  intitulado “Líderes Espíritas”, em que se refere à vida e obra desse grande mestre.

            Por não dispormos de espaço suficiente para apresentá-lo na íntegra, pinçamos alguns trechos que consideramos bastante significativos.

            Diz o mestre Herculano Pires logo no início: “A liderança espírita é ainda um campo de ensaio. A maioria dos chamados líderes espíritas não têm conhecimento suficiente da Doutrina. São, em geral, médiuns que se impuseram por suas faculdades ao respeito e admiração de um grupo de adeptos.

            ‘Às condições necessárias à liderança nas atividades comuns, acrescentam os fatores mediúnicos tais como: vidência, intuição, capacidade de doutrinação e abnegação ao próximo, seguindo o lema ‘Fora da Caridade não há salvação.

            ‘A esses acréscimos positivos juntam elementos negativos de suas condições individuais: auto-suficiência, vaidade, autoritarismo, misticismo do tipo igrejeiro, pretensões culturais sem conteúdo, humildade aparente, hipocrisia farisaica, que se excede em demonstrações de pureza e amabilidade festiva.

            ‘Contrabalançadas pelas qualidades positivas já referidas, essas antiqualidades, puramente sociais, completam o equipamento do paternalismo que comove os adeptos desprevenidos.

            ‘Não sendo o Espiritismo uma religião organizada em forma igrejeira, - mas, sim, uma doutrina livre que abrange todos os ramos do Conhecimento e tem a sua parte religiosa como conseqüência da científica e da filosófica  -  não há no Espiritismo cargos nem funções que possam definir um status específico, como o de sacerdote.

            ‘O líder espírita é lavrador, operário, banqueiro, médico, empresário e assim por diante...

            ‘Nossos médiuns têm formação igrejeira ou para-igrejeira que o ensino espírita deveria superar. Mas quando os líderes doutrinários também sofrem das influências igrejeiras, não têm condições para auxiliar os médiuns...”

            Quanto aos “líderes intelectuais”, Herculano Pires diz que “eles experimentam o conflito dialético entre as suas aspirações e a realidade. O intelectual espírita dispõe de maiores recursos para atingir a síntese, graças ao conhecimento doutrinário e ao das pesquisas científicas dos fenômenos mediúnicos.

            ‘A liderança intelectual espírita só é exercida por intelectuais perfeitamente integrados nos princípios kardecianos, sem sectarismo, pois Kardec não fundou nenhuma seita. Deriva da própria evolução do Espiritismo, cujas leis somente Kardec definiu até hoje de maneira lógica, verificada e verificável”.

            Quanto aos “líderes atuais”, disse Herculano Pires: “... pela falta absoluta da compreensão real da Doutrina (por falta de estudos aprofundados da sua natureza e da sua posição epistemológica), não vêm que o Espiritismo não está ruindo com o velho mundo, mas alicerçando, espiritualmente, o novo mundo que vai nascer.

            ‘Falta aos líderes atuais o principal elemento da Psicologia da Liderança: o conhecimento doutrinário e conseqüentemente

a convicção espírita. Por que? Pela falta de estudo, de interesse e de amor pela Doutrina.”

(Gazeta “PENSADOR”, edição de março de 2009, pág. 7) (grifo do autor).

            Em complemento a esse brilhante artigo de J. Herculano Pires, os responsáveis pela Gazeta “PENSADOR” colocaram na terceira coluna da direita as fotos de Adolfo Bezerra de Menezes, Chico Xavier, André Luíz e Emmanuel, que, para eles são “Espíritos de formação igrejeira que transformaram a Doutrina em mais uma religião no Brasil” (Grifo nosso)

NOSSO COMENTÁRIO

            É verdade! No entanto ainda há por aí confrades de grande gabarito intelectual, querendo nos convencer que Chico Xavier, médium igrejeiro de Pedro Leopoldo, foi Allan Kardec reencarnado! Que “besteirada!”, como afirmou Nazareno Tourinho!