ofplogo.gif (4994 bytes)   


A IMPORTÂNCIA DO CHEFE DA
IGREJA CATÓLICA PARA J. B. ROUSTAING

      No volume 3 de “Os Quatro Evangelhos” de J. B. Roustaing, 5ª edição da FEB - 1971, págs. 65 e 66, encontramos o seguinte: “A mediunidade dos que, entre vós, servem de instrumentos aos Espíritos, está apenas em começo. Mas, contrariamente ao que sucedeu na época dos discípulos, os vossos médiuns só entrarão no gozo completo de suas faculdades mediúnicas, quando estiver entre os homens o Regenerador, Espírito que desempenhará a missão superior de conduzir a humanidade ao estado de inocência, isto é: ao grau de perfeição a que ela tem de chegar. Até lá, obterão somente fatos isolados, estranhos à ordem comum dos fatos.

     “Não nos cabe fixar de antemão a época em que tal se verificará. O Senhor disse: vigiais e orai, porquanto desconheceis a hora em que soará retumbante a trombeta, fazendo que de seus túmulos saiam os mortos. Quer dizer: desconheceis a hora em que Deus fará que renasçam materialmente na Terra os Espíritos elevados, incumbidos de dar impulso às virtudes que eles descerão a  pregar, praticando-as em toda a sua extensão.

     “O  chefe da Igreja católica, nessa época em que este qualificativo terá a sua verdadeira significação, pois que ela estará em via de tornar-se universal, como sendo a Igreja do Cristo, o chefe da Igreja católica, dizemos, será um dos principais pilares do edifício. Quando o virdes, cheio de humildade, cingido de uma corda e trazendo na mão o cajado do viajante, podereis dizer: ‘Começam a despertar os rebentos da figueira; vem próximo o estio’.

      “Entendemos por missão superior aquela que objetiva a regeneração da humanidade e que, pelo seu conjunto e pela sua força, se estenderá, dominando a ação de todos os outros missionários. Podeis daí deduzir facilmente que o Espírito que desempenha uma missão superior está acima de todos quantos, como ele, trabalham na realização de uma obra humana.

     “Debaixo da influência e da direção do Regenerador, caminhará o chefe da Igreja católica, a qual, repetimos, será então católica na legítima acepção deste termo, pois que estará em via de tornar-se universal, como sendo a Igreja do Cristo...”

NOSSO COMENTÁRIO:  Como se vê, J. B. Roustaing faz a apologia do Catolicismo romano e do sumo pontífice, o Papa, o qual “será um dos pilares do edifício”.

     Por outro lado, ele dá muita importância a um tal “Espírito do Regenerador”, que “desempenhará a missão superior de  conduzir a humanidade ao grau de perfeição a que ela tem de chegar”. Para isso, esse “Regenerador”, quando aparecer, será o “verdadeiro” Guia Espiritual do Sumo Pontífice, o Papa, que estará “debaixo da sua influência e sob sua direção”.

      Ora, como foi dito ao Prof. Denizard Rivail/Allan Kardec, em 30 de abril de 1856, a ele caberia a missão de “obreiro”, sim, a missão daquele que “reconstrói o que foi demolido” ou implodido. Seria, portanto, “um reformador social, capaz de abalar e transformar o mundo inteiro”, como disse o Espírito de Verdade, em comunicação de 12 de junho de 1856.

     Por outro lado, em “O Evangelho s/o Espiritismo” publicado em 1864, dois anos antes da obra de Roustaing, quem anuncia a transformação do mundo é o Espírito de Verdade, e não esse tal do “Regenerador” a que se refere Roustaing.

      Estamos, pois, com Kardec e não com Roustaing.