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A UNIFICAÇÃO DO MOVIMENTO ESPÍRITA FLUMINENSE
 
     Informa-nos “O Espírita Fluminense”, Ano XLIX, nº 302, de setembro/outubro de 2005 órgão informativo da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, que, em assembléia realizada em 12 de outubro último, no auditório dessa Federativa, com o comparecimento de 84 associados, foi criado o Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro – CEERJ. E isto só foi possível com a fusão da Federação Espírita do Rio de Janeiro, com sede em Niterói/RJ e a União das Sociedades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro, com sede na cidade do Rio de Janeiro/RJ. Desta forma, a antiga Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro passou a chamar-se Instituto Espírita Bezerra de Menezes, por modificação do Estatuto da FEERJ por 80 votos a favor. Por sua vez a União das Sociedades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro, passou a atuar em âmbito municipal como União das Sociedades Espíritas da Cidade do Rio de Janeiro.

     Esta histórica Assembléia foi presidida pela Sra. Marilda Paiva, Presidente da Instituição Espírita Oásis no Caminho, que funciona na cidade de Piraí.

     Concluía-se deste modo o processo de unificação da família fluminense, em curso desde o ano 2.000.

     Assim, o novo Conselho Espírita Fluminense, substituindo as duas unidades federativas, vai continuar mandando representantes para as reuniões anuais do Conselho Federativo Nacional, um dos departamentos da Federação Espírita Brasileira, cujo Estatuto, em seu parágrafo único do artigo primeiro, diz que a obra apócrifa “Os Quatro Evangelhos” de J. B. Roustaing é complementar às da Codificação Kardeciana, o que Allan Kardec negou em seu artigo publicado na Revista Espírita de junho de 1866, quando disse, categoricamente: “ – Conseqüente com o nosso princípio, que consiste em regular a nossa marcha pelo desenvolvimento da opinião, até nova ordem, não daremos às teorias expostas por Roustaing nem aprovação, nem desaprovação, deixando ao tempo o trabalho de as sancionar ou de as contraditar. Convém, pois, considerar essas explicações como  opiniões pessoais dos Espíritos que as formularam, opiniões que podem ser justas ou falsas, mas que, em todo o caso, necessitam da sanção do controle universal, e, até mais ampla confirmação, não poderiam ser consideradas como partes integrantes da doutrina espírita”. (R.E. de junho de 1866 – Coleção EDICEL)

     Com a histórica decisão dessa Assembléia, que agiu fiel ao mito da unificação, criado pelo famoso “Pacto Áureo” de 1949, o Espiritismo, no Estado do Rio de Janeiro, continuará atrelado a uma Federação (a FEB) que, desrespeita o Evangelho de Jesus, o Homem de Nazaré, servindo ao mesmo tempo a dois senhores: Kardec e Roustaing. Sim, porque o Mestre foi bem claro quando disse: “Não se pode servir a dois senhores (...) não se pode servir a Deus e a Mamon” (Lucas, cap. XVI, v. 13).