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ROUSTAING E A ENCARNAÇÃO HUMANA

 

                “Não; a encarnação humana não é uma necessidade, é um castigo, já o dissemos. E o castigo não pode preceder a culpa.

                “O Espírito não é humanizado, também já o explicamos, antes que a primeira falta o tenha sujeitado à encarnação humana. Só então ele é preparado, como igualmente já o mostramos, para lhe sofrer as conseqüências...” “Os Quatro Evangelhos”, vol. I, pág. 317 da 6ª edição da FEB).

                “Errôneo é admitir-se que a encarnação humana seja uma necessidade tanto para o Espírito que, investido do livre arbítrio no estado de inocência  e de ignorância, jamais faliu, por não fazer dele mau uso; (Espírito) que, dócil aos seus guias, trilha o caminho que lhe eles (os guias) indicam para progredir; como para aquele que, indócil, rebelde e revoltado, faliu por usar mal desse mesmo livre arbítrio...” (idem pág. 320)

                “A encarnação humana, em princípio, é apenas conseqüente à primeira falta, àquela que deu causa à queda. A reencarnação é a pena da reincidência, da recaída, pois que todas as vossas existências são solidárias entre si. O Espírito reencarnado traz consigo a pena secreta em que incorreu na sua encarnação precedente...” (idem, pág 324).

COMENTÁRIO DE LUCIANO COSTA

                        “Como acabamos de ver, isso (que se encontra na obra de Roustaing) nada mais nada menos é do que a doutrina do anjo decaído, uma concepção católica, razoável para os que acreditam numa vida única e no pecado original.

            Meu pai, Severino Prestes Filho, em nossas conversas familiares, se mostrava inteiramente de acordo com Luciano Costa em sua crítica contra Roustaing e sua obra. E nós  também Luciano Costa está certo!.

            Na verdade, os congressistas reunidos em outubro de 1989 e em outros congressos nacionais e internacionais, mostrando-se omissos, têm perdido excelente oportunidade de fazer o que disse o Espírito de Erasto, “Guia bem amado de meu pai”: “É contra esses impostores que se precisa estar em guarda e é dever de todo homem honesto desmascará-los”. (Evangelho s/o Espiritismo, cap. XXI, nº 9 – Trad. De Herculano Pires – EME Editora – 1006)

            É isto justamente o que devem fazer os congressistas, de ontem, de hoje e de amanhã. Caso contrário, mostram-se omissos, e, o que é pior, coniventes com os farsantes e impostores. É o que, infelizmente, vem acontecendo até agora.