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A EQUIPE DA CODIFICAÇÃO SEGUNDO OS ROUSTAINGUISTAS  FEBEANOS

 

                Zeus Wantuil e Francisco Thiesen, ambos roustainguistas assumidos, agindo como pesquisadores das obras espíritas, escreveram uma biografia de Allan Kardec, publicada pela Editora da FEB em três volumes em sua primeira edição.

                No volume III, concluem a obra, referindo-se à equipe que, segundo Humberto de Campos (Espírito) ajudou Allan Kardec em sua missão como Codificador do Espiritismo. Essa equipe era formada por J. B. Roustaing, Léon Denis, Gabriel Delanne e Camille Flammarion. É o que se encontra na obra “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, psicografada por Chico Xavier e publicada em 1938 pela FEB com prefácio de Emmanuel.

                Depois de apresentarem traços da vida de J. B. Roustaing, Zêus Wantuil e Francisco Thiesen se referem ao comentário favorável feito por Allan Kardec sobre a obra “Os Quatro Evangelhos” ou “Revelação da Revelação”; comentário esse que de fato se encontra na Revista Espírita de junho de 1866.

                NOSSO COMENTÁRIO         

      Na verdade, ao ler de relance a obra do ilustre advogado de Bordéus, num primeiro momento Allan Kardec julgou-a “considerável” e mesmo “meritória” por não estar em contradição com qualquer dos pontos da Doutrina. Mas também encontrou na obra muitos “pontos duvidosos” que precisavam ser esclarecidos.

Quanto à teoria do corpo fluídico de Jesus, defendida por Roustaing, Kardec julgou-a hipotética. Por isso mesmo, deixou bem claro que “não aprovava” a obra, nem a considerava como  “complementar” às Obras da Codificação espírita.

Por isso mesmo lançou ao público em 1868 sua última obra espírita: “A GÊNESE”, em que declara todo o seu ponto-de-vista sobre o Mestre Jesus.

                Quanto a Léon Denis, Gabriel Delanne e Camille Flammarion, que o Espírito Humberto de Campos disse terem sido selecionados para ajudarem Kardec em seu esforço de síntese, os roustainguistas febeanos, Zêus Wantuil e Francisco Thiesen declararam: “... indubitavelmente cristãos, eles não aceitaram a obra de Roustaing”. Todavia, entre parêntese, fizeram questão de dar uma alfinetada nos três, dizendo: “ – talvez nem a tenham estudado”, o que considero um ato acintoso de desrespeito a esses três grandes Apóstolos do Espiritismo nascente.

Como se pode realmente duvidar que Léon Denis, Gabriel Delanne e Camille Flammarion tenham lido a obra de Roustaing, antes de dar seu parecer, agindo, portanto, sem conhecimento de causa?! Teriam sido tão levianos?! Não acredito. Só o fanatismo exacerbado pode admitir tal hipótese absurda.