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ROUSTAING E O PAPA DE MÃOS DADAS

 

                Lê-se em “Os Quatro Evangelhos”, vol. 3 – sexta edição da FEB – pág. 65: “O chefe da Igreja Católica, o Papa, será um dos principais pilares do edifício. Quando o virdes cingido de uma corda e trazendo na mão o cajado do viajante, podereis dizer: - Começam a despontar os rebentos da figueira; vem próximo o estio (...) Debaixo da influência e da direção do Espírito do Regenerador, caminhará o chefe da Igreja católica, verdadeiramente universal, na legítima acepção da palavra, como sendo a Igreja do Cristo”. (Grifo nosso)

            É, caros leitores, razão tinha mesmo Luciano Costa, ao afirmar que a tal “revelação da Revelação” de J. B. Roustaing é uma “revelação jesuítica” (Grifo nosso).  Certo?!

            Pois é justamente essa revelação jesuítica que, no parágrafo único do Art. 1º do Estatuto da Federação Espírita Brasileira, ora em vigor, consta como sendo complementar às obras de Allan Kardec. E, para cúmulo de tudo, esse Estatuto foi aprovado pela Assembléia Geral Extraordinária do Conselho Federativo Nacional da FEB, realizada em 23 de março de 1991, presidida pelo Sr. Juvanir Borges de Souza, então Presidente da FEB, um roustainguista fanático!

            No entanto, o próprio Missionário de Lyon, o Sr. Allan Kardec, em seu comentário à obra de Roustaing, em junho de 1866, deixou bem claro que não admitia isso, de jeito nenhum. (Ver “Revista Espírita” de junho de 1866 – EDICEL – pág. 189).

            É verdade! Não admitia, pois foi ele mesmo quem afirmou: “Convém considerar as explicações (contidas na obra de Roustaing) como opiniões pessoais dos Espíritos que as formularam (...) não podem ser, portanto consideradas como partes integrantes da doutrina espírita” (Grifo nosso)

            Diante, pois, dessa afirmação, clara e objetiva do único e verdadeiro Missionário da Terceira Revelação, pergunta-se: - Como vêem procedendo os que se dizem verdadeiros espíritas, discípulos de Allan Kardec?

Na verdade, calam-se, omitem-se, mostram-se coniventes, numa atitude tímida, humilde, submissa. A mesma de quem está dentro de um templo católico, numa “assembléia presidida pelo coração misericordioso e augusto do Cordeiro de Deus” como disse Humberto de Campos ou diante da imagem de pedra de Nª Sª da Abadia, aquela que se vê ao lado da imagem, também de pedra, do Chico no seu mausoléu no Cemitério de Uberaba. E, contritos e reverentes, ficam repetindo várias vezes, ajoelhados diante do sacerdote: “Amém! Reverendo padre, amém! Benditos sejam Nosso Senhor Jesus Cristo e a Virgem Santíssima, Mãe de Deus!”.