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CHICO XAVIER, UM MITO NACIONAL (V)

 

                Na década de cinqüenta do século passado, continuou “chovendo” livros sobre a cabeça do Chico! Chuva torrencial! Verdadeira tempestade! Desta forma, as prateleiras das livrarias espíritas e os estandes montados nos encontros espíritas realizados em toda parte do território nacional, continuaram expondo e vendendo obras psicografadas pelo médium de Uberaba / MG: Pão Nosso – Nosso Livro – Pontos e Contos – Falando a Terra – Páginas do Coração – Vinha de Luz – Pérolas do Além – Roteiro – Pai Nosso – Cartas do Coração – Gotas de Luz – Ave! Cristo – Entre a Terra e o Céu – Palavras de Emmanuel – Nos domínios da Mediunidade – Instruções Psicofônicas – Fonte Viva – Ação e reação – Vozes do grande Além – Contos e Apólogos – Pensamento e Vida – Evolução em dois mundos – Mecanismos da mediunidade – Evangelho em casa.

E, como esses títulos foram lançados pela Editora da FEB e tiveram grande aceitação do público espírita nacional, é claro que a chamada “Casa Máter”, que recebera, por intermédio do Chico, os direitos autorais dos mensageiros do Além, ao vender essas obras em grande quantidade, tornou-se rica e poderosa, uma verdadeira empresa, impondo-se assim, com mais força ainda, perante a comunidade espírita nacional e internacional.

 Para isso muito contribuiu também o acordo conhecido como “Pacto Áureo”, assinado em 5 de outubro de 1949. Seu poder assim tornou-se absoluto como o dos soberanos medievais que governavam em nome do “direito divino” concedido por “Deus, nosso Senhor” aos seus filhos prediletos, entre os quais estão, por certo, os roustainguistas, que, em janeiro de 1884, tomaram o poder aqui, na, erradamente, chamada “Pátria do Evangelho”.

“Aleluia! Louvado seja Deus, Nosso Senhor”, como pensam e dizem os membros do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita (Roustainguista) Brasileira.

E, no meio de todo esse cáos, o Chico Xavier, além de “Santo”, tornou-se um “mito nacional” e o princípio da “unificação”, uma coisa intocável, sagrada, que tem que ser mantida, para não se quebrar o famigerado “Pacto Áureo” de 1949.

                Quem ousa criticar a FEB, o Roustainguismo e esse mito é excomungado.