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“NEGAR O TRÍPLICE ASPECTO
DO ESPIRITISMO É PROBLEMÁTICO”

     Foi o que declarou a ilustre professora Dora Incontri, ao Sr. Alexandre Cárdia Machado, durante o 1º Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita, realizado em São Paulo. Eis alguns trechos do seu pronunciamento:

     “... Não concordo com o que se fez  ao Movimento Espírita no Brasil: reduziu-se o mesmo ao seu aspecto religioso e de  maneira entendida de forma empobrecida. Eu creio que o caminho do resgate do Espiritismo é através da educação: ou nós entendemos o Espiritismo como uma proposta pedagógica, ou ele se transformará em uma nova seita. E não foi por outra razão que Kardec era um educador. Acho que a sensibilização desta platéia com esta idéia é uma esperança. A outra esperança, que eu tenho, é que venham espíritos que realmente abram novos rumos, retomando a idéia inicial de Allan Kardec, que é fazer do Espiritismo um movimento social, cultural e que deixemos estes resquícios de igrejismo que ainda há no Movimento Espírita”.

Em relação ao chamado “Espiritismo laico”, assim se pronunciou a ilustre professora: “ – Eu não concordo com o Espiritismo igrejista, mas também não concordo com o espiritismo laico, porque, estudando os antecessores de Allan  Kardec (Comenius, Pestallozi, Rousseau), que é o que estamos fazendo neste Congresso, nós vemos que eles já tinham uma idéia diferente de religião, ou seja, religião sem dogma, sem hierarquia, isto é, sem religiosidade. Quando uma pessoa está fazendo uma prece, ela não está fazendo ciência, não está fazendo filosofia, está, sim, fazendo um ato religioso e eu acho que neste sentido o Espiritismo excede a expectativa de Pestallozi e de Rousseau e inaugura uma nova forma de religiosidade, que deve ser preservada de maneira universalista. Mas, não podemos desprezar esta dimensão, que é importantíssima. É o que Kardec coloca na primeira Lei Natural que é a Lei de Adoração”

(Extraído do jornal “Abertura” de Santos, edição de julho de 2004, pág. 6)

     Nossos parabéns à Profª Dora Incontri. Concordamos inteiramente com seu modo de pensar. O Espiritismo, de fato, tem o seu aspecto religioso, mas não pode ser uma nova seita. Foi o que o querido Mestre Allan Kardec deixou bem claro, no discurso de abertura da sessão anual realizada na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas em 1º de novembro de 1868 publicado na Revista Espírita nº 12, Ano XI de dezembro de 1868, coleção EDICEL 351).

      Leitor amigo, é preciso ler o que disse o grande missionário da Terceira Revelação.

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