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ESTUDO SOBRE A DIVINDADE DE CRISTO

            Existe, na primeira parte de “Obras Póstumas”, um estudo feito por Allan Kardec sobre a natureza do Cristo, que, para os católicos, é o Menino-Deus, e, tanto para os católicos como para os roustainguistas, é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

            Esse “estudo” se apresenta dividido em nove partes. Inicialmente, ele se refere  às “fontes das provas sobre a natureza do Cristo”, deixando bem claro que: “como nenhum historiador profano da época de Jesus falou a seu respeito, nenhum documento mais existe, além dos Evangelhos”. E estes, como sabemos, só começaram a aparecer trinta anos depois de sua morte.

            Examinando então a fundo os “Quatro Evangelhos”, chamados “sinópticos”, chegou Kardec às seguintes conclusões: a) os chamados “milagres”, operados por Jesus, não servem para comprovar a sua divindade, b) suas “palavras”, muito menos, já que ele nunca se considerou um deus, e sim “um enviado de deus”. E isto se observa tanto naquilo que disse em vida, como depois de sua morte; c) por sua vez, nem os Apóstolos nunca se referiram a Jesus como um deus e sim como um homem, um profeta; d) Quanto à predição dos profetas hebreus, “a distinção entre Deus e seu futuro enviado se acha aí caracterizada do modo mais formal”.

            Para Kardec, a “única passagem dos Evangelhos que dá uma idéia da identidade de Jesus com Deus é aquela que se encontra no Evangelho de João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” (Jo. I, v. l a l4). Mas “essas palavras não exprimem senão uma opinião pessoal”, acrescenta Kardec.

            Finalmente, citando a expressão “Filho de Deus” e “Filho do Homem”, Kardec lembra que pode-se ver aí, em ambos os casos, o “indício de uma submissão”, já que “ninguém é submetido a si mesmo e sim a alguém”.

            Portanto, para nós, espíritas, Jesus não pode ser considerado o próprio Deus, tampouco uma das “pessoas” da Trindade. Foi apenas um homem, ou melhor, um GRANDE HOMEM.

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