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MEDIUMCRACIA

 “A imortalidade não pode ser apenas pressentida, desejada. Tem que ser provada. Não pode restringir-se a motivo de crença, mas de afirmação positiva, cientificamente definida. Esse o roteiro que Kardec estabeleceu para o bom uso da mediunidade...”  Foi o que encontramos no Editorial de um jornal de cultura espírita de Santos/SP.

E o articulista prossegue: “... Ao contrário do papel dos médiuns na codificação, no Brasil, segundo uma fundamentada análise, o movimento espírita está sob o domínio de uma mediumcracia..

Para situarmos analogicamente o papel da mediumcracia, recorremos ao jargão existente entre os deputados federais. Ali, uma elite, constituída de líderes e mais alguns de expressão nacional, domina o processo. Os demais deputados, a esmagadora maioria, constituem o chamado “baixo clero”.

Da mesma forma, nossa mediumcracia tem sua elite, um médium-mor e alguns mais chegados, por onde a “espiritualidade” envia mensagens, pedindo renúncia, paz e amor.

Os médiuns restantes formariam um “baixo clero mediúnico”. Eles controlam os centros espíritas, e, em muitos casos, criam guetos emocionais em sua volta, dado que são sempre “chamados por Jesus”, para a missão sacrificial de cura, assistência social e escrever livros.

Nesse setor o nível é bastante precário. Desde os mais importantes livros de André Luiz, psicografados por Chico, nada mais foi acrescentado à literatura mediúnica. Agora só repetição e melodrama e um ou outro discurso mais doutrinário, sem acrescentar informações importantes. Muitos desses psicógrafos foram picados pela “mosca azul da vaidade”; sonham em ser um novo “Chico Xavier”, e lançam livros após livros, de autores anônimos, quase sempre textos inexpressivos doutrinária e literariamente falando.

Num panorama como esse, não existe espaço para análise, contestação e controle da mediunidade, como queria Kardec...”

(“ABERTURA”, jornal de cultura espirita, de Santos / SP – edição de janeiro/ferereiro de 2005, pág. 3)


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