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SEMINÁRIO SOBRE O ENSINO
DA DOUTRINA ESPÍRITA

      Realizado em Curitiba/PR, no dia 5 de março, no Teatro da Federação Espírita do Paraná, contou com a participação  de membros do Conselho Federativo Estadual e da Assessora de Comunicação Social da Federação Espírita (Roustainguista) Brasileira, Sra. Sônia Zaghetto.

     Coube ao confrade Cosme Massi, convidado pela FEP, fazer a exposição do tema “O Ensino da Doutrina Espírita  do ponto de vista kardequiano”, que o jornal “Mundo Espírita” da FEP publicou na edição de abril último e eu li com muita atenção.

     Um grande público lotou o amplo salão de conferências da FEP, e, após a fala do orador, houve um tempo para perguntas do auditório, que foram respondidas pelo ilustre convidado.

     Achei muito boa a palestra proferida pelo Sr. Cosme Massi, que demonstra ter um amplo conhecimento da nossa Doutrina. E devo confessar que três coisas me chamaram a atenção. A primeira é que ele lembrou aos presentes a necessidade de lerem muito as obras da Codificação, porque como disse o Espírito Vianna de Caravalho: “O Movimento Espírita vem crescendo muito, mas a Doutrina Espírita permanece ignorada”, apesar de Allan Kardec ter dito em “O Livro dos Médiuns” que, “para conhecermos bem a Ciência Espírita temos que ler tudo, ou pelo menos o principal que foi escrito a respeito dela, não nos limitando nunca a um só autor. Devemos mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias. Deve-se iniciar nos diversos sistemas existentes, a fim de se poder julgar por comparação” (L.M., cap. III – O Método – nº 35).

    Mas, pergunto eu, por que ele, o Sr. Cosme Massi, não aproveitou o momento e a presença da ilustre representante da Federação Espirtia Brasileira, para recomendar aos presentes que leiam “Os Quatro Evangelhos” de J. B. Roustaing, para fazerem depois a comparação entre a doutrina do “corpo fluídico de Jesus” e a do Jesus-homem de carne e osso, que Allan Kardec nos apresentou em “A Gênese”. É bem estranho, não?! Mas, por outro lado, é bem compreensível e desculpável, porque o “mito da unificação” criado pelo “pacto áureo” de 1949, tapou os olhos e os ouvidos dos espíritas brasileiros, que ficaram proibidos de falar sobre o roustainguismo defendido pela FEB.

     E o interessante é que o Sr. Cosme Massi terminou sua exposição, declarando: “Não aceitemos novidades, para não deixar que o nosso Movimento se perca. Ficar com Kardec é o melhor caminho”, com o que eu concordo, plenamente. Mas, ao mesmo tempo eu pergunto: “- E Roustaing fica jogado fora?! Como isto pode ser, se sua obra consta como complementar às da Codificação (art. 1º do Estatuto da FEB)?! Como isto pode ser, se os roustainguistas da FEB, apoiando o que disse Ismael Gomes Braga, em seu livro “Ellos Doutrinários”, considera também “o roustainguismo um curso superior de Espiritismo”? A própria representante da FEB, ali presente, poderia confirmar isto, se fosse questionada por algum dos presentes àquele seminário?!

     Pergunto então: - Onde está a coerência que devemos adotar em nossos atos?! Onde a lógica e a razão, preconizadas pelo Mestre Allan Kardec?!