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CHICO, O MAIOR BRASILEIRO DA HISTÓRIA

      A Revista “ÉPOCA” edição nº 434, promoveu uma pesquisa pela Internet, para saber quem pode ser considerado “o maior brasileiro da história” e pela votação dos internautas “o Chico ganhou disparado”. É o que nos informa, via e-mail, o confrade, escritor José Reis Chaves, que, concordando com a opinião da maioria, diz: “De fato, o famoso médium nos deixou um acervo de 418 livros psicografados (editados em várias línguas), os quais abordam assuntos espirituais evangélicos e científicos os mais variados, deixando perplexas as maiores autoridades nos assuntos de que ele trata, pois ele não era bacharel em nenhum curso universitário e só estudou até o primeiro grau”

     A que ponto podem chegar o fanatismo descontrolado, a idolatria exacerbada!...

      Agindo também, democraticamente, devo dizer que não concordo com a opinião da maioria. Primeiramente porque o Chico não foi um grande escritor como Machado de Assis, Rui Barbosa, José de Alencar e muitos outros, não foi também nenhum grande poeta, como Castro Alves, Casimiro de Abreu, Gonçalves Dias e tantos mais, de que a nossa literatura está repleta de exemplos notáveis. Portanto, esse acervo de 418 livros de prosa e verso, psicografados por ele, não foi fruto da sua inteligência, da sua cultura, da sua capacidade genial de raciocinar  de se expressar, pois, como o próprio confrade nos informa, quando diz: “... o ensino teológico, bíblico e científico, de grande envergadura, dos seus livros, não procedia dele, (grifo nosso) mas de entidades espirituais de alto nível cultural e científico...”, repetindo: NÃO PROCEDIA DELE. E isto prova que o Chico foi, sim, um instrumento do Alto, um grande instrumento, um médium espetacular, é verdade, mas não um escritor genial, um grande e inspirado poeta, um admirável filósofo, um iluminado profeta!

      Cuidado, portanto, com esse julgamento precipitado, e muitas vezes injusto em comparação com outros homens de valor igual ou mesmo superior ao do Chico, com todo o respeito que lhe dedicamos. Afirmar que ele foi “o maior”, é o mesmo que demonstrar  muito fanatismo e excessiva  idolatria!

       Aliás, a propósito desse “acervo de 418 livros psicografados” que o Chico nos deixou, vale citar aqui o que disse o ilustre confrade Waldemir Lisso, formado em Direito pela USP e Diretor da área de Assistência Espiritual da Federação Espírita do Estado de São Paulo: “Venho sentindo muita necessidade de um Espiritismo apresentado com mais profundidade, porque o Espiritismo de massa que nós estamos desenvolvendo, está muito superficial. Na minha opinião,  -  diz ele com muita sabedoria  -  ele (o Espiritismo de massa) está voltado para trazer muito público, e, na verdade, o Espiritismo não deve ser quantitativo e sim qualitativo...” Repetindo: “O ESPIRITISMO NÃO DEVE SER QUANTITATIVO E SIM QUALITATIVO...” (Fonte: Espiritismo & Ciência, Ano 4, Nº 40). (Grifos nossos).