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PRIMEIRO LIVRO  DO CHICO

Vários Espíritos de poetas famosos se manifestaram, ditando ao médium seus poemas.

Esses poemas foram enfeixados numa obra intitulada “PARNASO DE ALÉM-TÚMULO”, publicada pela Federação Espírita (Roustainguista) Brasileira, à qual “Chico reverteu todos os direitos autorais”, contribuindo assim para que ela se tornasse  economicamente sólida, grandiosa e poderosa.

Foi assim que apareceu o  primeiro livro psicografado por Chico; sim, o primeiro de uma série de cerca de quinhentos.

 

NOSSO COMENTÁRIO

                Em 1854, Allan Kardec já era um homem feito, pois tinha cinquenta anos de idade, quando tomou conhecimento dos fenômenos das mesas que giravam e falavam. Observou-os cientificamente, colhendo dados importantes que serviram de base para a publicação do seu primeiro livro o que deu início à sua iniciação no Espiritismo. Mas, ao contrário do Chico, ele não correu para nenhuma igreja, a fim de comunicar ao padre o que havia descoberto, nem, muito menos, pedir sua bênção. Continuou seu trabalho missionário, agindo como um verdadeiro cientista.

 Foi assim que produziu sua primeira obra: “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, que contém: as questões por ele levantadas, as respostas dadas pelos Espíritos, as notas de rodapé e seus comentários e o pseudônimo, que passou a usar a partir de então.

Já o Chico, ao lançar sua primeira produção mediúnica, “PARNASO DE ALÉM-TÚMULO”, tinha plena consciência de que não era ele o autor. Ele próprio teve a humildade de confessar: “ – Recebi elogios por um trabalho que não me pertence.” e “O livro não é meu. É dos Espíritos”. (Marcel Souto Maior, obra citada, págs. 36 e46)

Na verdade, o que o Chico produziu, como médium, foram poemas ditados pelos Espíritos e psicografados por ele. Razão tinha, portanto, um jornalista  do “Diário Carioca”, ao publicar, no dia 10 de julho de 1932, um artigo em que se manifesta sobre os poemas encontrados em “Parnaso de Além-Túmulo” a que deu o título de “Poetas do Outro Mundo”.

Esse jornalista era um escritor e poeta muito conhecido e admirado por suas obras e por ser membro da Academia Brasileira de Letras. Seu nome: Humberto de Campos. Sim, o mesmo escritor e poeta que, ao desencarnar, ditou ao Chico uma obra ridícula, intitulada “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, uma verdadeira “moxinifada”, como disse certa vez um confrade ilustre.