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GAZETA “PENSADOR” DE JOÃO PESSOA CONTINUA EXCELENTE

 

                Temos recebido, regularmente, a gazeta “PENSADOR”, de João Pessoa/PB, fundada em 25 de novembro de 2004 pelo competente jornalista Carlos Antonio de Barros Silva, que é também seu editor e redator-chefe. Meus sinceros parabéns! É, realmente, um excelente órgão de comunicação e de divulgação da Doutrina Espírita  codificada por Allan Kardec, o único e verdadeiro Missionário da Terceira Revelação, a serviço do Espírito de Verdade.

                Na edição do mês de março, faço questão de destacar o artigo assinado pelo confrade Octávio Caúmo Serrano, intitulado “Coisas que mais irritam” em cujo texto ele nos mostra com muita clareza o retrato vivo do Brasil de hoje. Sim, este Brasil que, graças às mensagens ditadas por um célebre escritor maranhense, psicografadas por Chico com o aval de Emmanuel e do presidente da FEB, desde 1938, ficou sendo conhecido como “a Pátria do Evangelho”, por isso mesmo abençoada pelo Cordeiro de Deus. Que triste “pátria” é esta em que vivemos! Tanta injustiça! Tanta corrupção! Tanta violência!  Seqüestros, assaltos, invasão e ocupação de terras e imóveis com desrespeito ao direito de propriedade; exploração da mão de obra de crianças e adolescentes; transformação de jovens em prostitutas, muitas vezes até com  consentimento dos pais; autoridades, eleitas pelo voto do povo ou nomeadas pelo poder supremo, dando péssimos exemplos de emprego das verbas oficiais destinadas à educação, à saúde e ao bem-estar da população; policiais, pagos com o dinheiro público, para defenderem os cidadãos honestos, voltando-se, na ânsia de ganharem mais, para o lado do crime organizado... enfim, uma série de coisas que mais irritam como bem disse o confrade Octávio Caúmo Serrano.

                Por sua vez, o confrade Jayme Lobato, apresentando resultados da pesquisa que fez em instituições espíritas declarou, muito acertadamente: “Temos observado que, no meio espírita, se evita a todo custo a discussão, como se a discussão fosse um instrumento do mal...” e, para reforçar seus argumentos, cita Allan Kardec, que, na Revista Espírita de novembro de 1858, declarou com muita sabedoria: “... podemos pensar de modo diferente, sem diminuirmos a estima recíproca...” Na verdade, Allan Kardec, ao contrário desse médium mineiro, que teimam em afirmar que foi a sua reencarnação, nunca se mostrou humilde e submisso diante dos críticos; não tinha, como o Chico, horror aos debates.  Allan Kardec, repito, jamais se omitiu, jamais se ocultou debaixo da batina de um sacerdote, para evitar discussões. Ele próprio, referindo-se às  polêmicas, disse com muita sabedoria: “ – Há um tipo de polêmica à qual jamais recuaremos: é a discussão séria dos princípios que professamos...”, (Ver Revista Espírita de novembro de 1858, sob o título de “Polêmica espírita”, a que se refere o confrade Jayme Lobato).

                Aqui no Brasil, os espíritas que se dizem kardecistas, em seus encontros periódicos, como semanas, simpósios, seminários, congressos, etc. sempre colocam nas agendas pré-estabelecidas discussões sobre os mais variados assuntos, menos um, o roustainguismo; e olham com cara feia e muito desprezo aqueles que, como eu, falam contra Roustaing e seus adeptos dentro ou fora da FEB roustainguista. Por isso mesmo, meus livros são recusados pelas editoras e livrarias espíritas; meus artigos não são publicados pela grande maioria dos jornais ditos espíritas; eu próprio jamais fui convidado para falar sobre o advogado de Bordéus e sua malfadada obra.

                A FEB, que há mais de cem anos está à frente do movimento espírita, continua, rica e poderosa, servindo ao mesmo tempo a dois senhores: Kardec e Roustaing. Só aceita na presidência pessoas adeptas de  Roustaing. Ela continua, rigorosamente, cumpridora dos termos de um Estatuto, que, em seu artigo primeiro, parágrafo único, continua afirmando que a obra “Os Quatro Evangelhos” de Roustaing é complementar às da Codificação de Allan Kardec, quando se sabe que o próprio Missionário Lionês, que sempre esteve sob a assistência do Espírito de Verdade, jamais aceitou essa classificação. E os espíritas, filiados ou não aos Conselhos Federativos Nacionais, amordaçados pelo que ficou estabelecido no tristemente célebre “Pacto Áureo”, continuam, humildes e submissos, em defesa do mito da unificação, que se criou em outubro de 1949 com os aplausos do jesuíta Emmanuel e de seu inculto servidor. Nos grupos e centros, hoje, é proibido discutir Roustaing. Torquemada (Espírito) está presente!