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CASAS ESPÍRITAS DA PARAIBA ESTÃO FICANDO SEM FREQUENTADORES.

 

            Este é o título de um artigo de autoria de Carlos Barros, publicado na gazeta “PENSADOR”, de João Pessoa, que fazemos questão de transcrever em nosso boletim.

            “Quem anda circulando nas Casas Espíritas da região metropolitana de João Pessoa, fazendo ou assistindo palestras, já deve ter percebido que o número de frequentadores vem diminuindo a olhos vistos.

            “Não se sabe bem o que vem provocando essa evasão, mas o fato é bem visível e incontestável.

            “Conversando com alguns observadores e analistas do movimento espírita paraibano, fiquei sabendo que tudo isso começou na década dos anos 90, quando espíritas ‘rebeldes’, desapegados do sistema doutrinário da Federação Espírita Brasileira, passaram a cobrar mais respeito e fidelidade às diretrizes orientadoras de Allan Kardec.

            “O docetismo fomentado pela obra fantasiosa de J. B. Roustaing tomou corpo e cresceu em nosso meio a partir daí. A Casa do anjo Ismael (FEB) estava incomodada com a gritaria dos espíritas rebeldes e reagiu determinando o isolamento e até mesmo a exclusão das Casas Espíritas dos principais livres pensadores desse movimento “anarquista”.

            “Muita gente foi, fraternalmente ‘convidada’ a deixar a instituição a que servia há mais de 10 anos.

“No entanto, essa onda de perseguição surtiu um efeito positivo para o movimento paraibano. Surgiram novos grupos com uma filosofia espírita pautada na dialética da análise e do debate alteritários (sic), sem impor ou exigir nada de ninguém

“Esses grupos, mesmo sendo minoria, incomodam bastante os orgulhosos dirigentes espíritas que insistem em manter o voto de silêncio e obediência à Federação Espírita Paraibana.

“Sem frequentadores condicionados a ouvir cansativos sermões de abertura da reunião púbica, repetir rituais na hora da prece cantarolada, tomar o passe obrigatório, a água fluidificada pelos Espíritos guias, o número de cadeiras diminuiu bastante em auditórios que recebiam mais de 50 pessoas por reunião.

“Entre as Casas Espíritas observadas pelos informantes da ANESPB, as que estão em franco declínio de público são as seguintes: Vianna de Carvalho, Tomás de Aquino, Caravana da Fraternidade Cristã, Maria Madalena, Leopoldo Cirne, Luiz Sérgio, O Consolador, Bezerra de Menezes, Doze Apóstolos e Diogo de Vasconcellos Lisboa.

“Há quem diga que a violência urbana é um dos fatores que implica nesse processo de evasão e esvaziamento das Casas Espíritas da grande João Pessoa.

“No final do mês de outubro de 2008 o Núcleo Espírita “André Luiz (na praia do Bessa) foi surpreendido por assaltantes em plena reunião pública, às 16 horas, quando a dirigente, Suely Cavalcanti, fazia a palestra.

“Os ‘amigos do alheio’ entraram na casa e dos frequentadores levaram dinheiro, jóias, celulares e a tranquilidade do ambiente. A Polícia foi acionada, mas chegou atrasada para apurar devidamente o ocorrido.

“Por conta dessa violência, muitos espíritas estão deixando de frequentar até mesmo a Federação Espírita Paraibana que, não se sabe porquê, unificou o horário das reuniões públicas de todas as suas adesas para as 17 horas.

“Para quem sai de uma Casa Espírita depois das 20 horas, o perigo de ser assaltado no caminho de sua residência é iminente.

“Até mesmo quem está com carro ou com moto.

“A coisa está feita.!..”

 

NOSSO COMENTÁRIO

 

Parabéns, Carlos Barros, pelo seu artigo que está, realmente, muito bom e expressa bem o momento difícil que estamos atravessando

Quanto à primeira parte do seu comentário, posso dizer que me considero, sim, um “rebelde”, um “anarquista” dentro do nosso movimento, pois não me conformo em vê-lo dirigido por uma instituição, a FEB, que se diz cristã e kardecista, mas serve ao mesmo tempo a dois senhores: Kardec e Roustaing.

Quanto à segunda parte, fica provado que o Brasil não é esse “Coração do Mundo”, nem, muito menos, a “Pátria do Evangelho”.