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A HISTÓRIA SECRETA DA IGREJA

 

                João Batista Roustaing, em     “OS QUATRO EVANGELHOS”, lançado em 1866, exaltou, entusiasticamente, e com grande dose de fanatismo, não só a Igreja Católica, Apostólica, Romana, que considera legítima e universal por ser a verdadeira igreja do Cristo, como também seu chefe, o Papa, o Sumo Pontífice, que, no futuro, será um dia, um dos principais pilares do grande edifício que será construído sob a proteção do “Regenerador”, Espírito que recebeu de Deus “a missão superior de conduzir a Humanidade ao grau de perfeição a que tem direito”.  (Ver o volume 3, páginas 65 e 66 da quinta edição da FEB – Ano de 1971)

            Entretanto, em consequência da Guerra pela Unificação da Itália, o Estado Pontifício, chefiado pelo Papa, ficou, praticamente, reduzido a zero, porque todas as terras da península itálica passaram a constituir um reino independente e soberano com capital em Roma. O papa, a partir de então, passou a se considerar um prisioneiro domiciliar do novo governo monárquico, tendo no trono o rei Victor Emmanuel II, e, como Primeiro Ministro, a partir de 1917 o chefe do Partido Fascista, Benito Mussolini, que era quem de fato, governava o país.               

A propósito, tenho um exemplar da revista “SUPERINTERESSANTE”, lançada pela Editora Abril. Na edição de maio de 2007,  nos diz o seguinte na página 59: “Em 11 de fevereiro de 1929 chegou ao Palácio de Latrão o “homem mais temido da Itália: Benito Mussolini. Dentro do palácio, que era o quartel-general da Cúria Romana, - rosto administrativo da Igreja Católica -, o Papa Pio XI e seus funcionários mais gabaritados receberam o ditador com sorrisos, abraços e apertos de mão.

“A conversa teve início e Mussolini foi logo dizendo que queria que a Igreja Católica reconhecesse oficialmente o regime fascista, a fim de neutralizar os adversários integrantes do Partido Popular.

“O Papa também foi claro ao apresentar os objetivos da Igreja que chefiava. Pediu o que havia perdido no séc. XIX, durante o processo de unificação da Itália: um Estado soberano.

Não houve dificuldade nenhuma. O acordo, conhecido como Tratado de Latrão dava ao Papa um território independente dentro de Roma. Em troca, a Igreja  reconhecia como legítimo o governo controlado pelo duce, como era tratado Mussolini.

Foi, pois, nesse dia de inverno, na soturna companhia de um dos mais violentos tiranos do século vinte, Benito Mussolini, que nasceu o Estado do Vaticano. É o menor país independente do mundo e a última monarquia absolutista da Europa. Tem seu poder calcado no direito divino dos reis católicos, criado por Carlos Magno, rei da França e mantido por seus sucessores”.

Aí está, certamente, a influência poderosa do Regenerador, Espírito superior, apresentado por J. B. Roustaing.

“O pacto com Mussolini foi terrível para a imagem do Vaticano. No fim da vida, Pio XI repensou sua aliança e escreveu uma encíclica condenando o anti-semitismo, que, na época de Hitler já tinha dado a largada para o Holocausto. Faltavam dois dias para a publicação da encíclica, quando ele morreu, em 1939. Todavia, numa decisão desastrosa, seu sucessor, o papa Pio XII, arquivou a encíclica redentora e não deixou que fosse publicada. É que ele não queria confronto com Hitler e via no regime nazista um incômodo, um mal necessário, na luta contra a maior das ameaças, que era o comunismo, já instalado na Rússia e países satélites de Moscou”.

“Pio XII jamais denunciou os crimes cometidos pelo nazismo de Adolf Hitler, que se dizia católico. Por isso mesmo, apesar de todos os horrores praticados nos campos de concentração, Hitler não foi excomungado pelo Sumo Pontífice”.

Acreditamos que o tal Espírito do Regenerador, apresentado por J. B. Roustaing, na obra apócrifa que leva seu nome, não permitiu que isso acontecesse. Na verdade, acreditamos que ele se dava muito bem com os tiranos.