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CHICO XAVIER, UM MITO NACIONAL (IV)

 

                A chuva torrencial de livros que começou a cair sobre a cabeça de Chico Xavier no decorrer dos anos trinta do século XX, prosseguiu, mais violenta ainda, na década seguinte, provocando uma grande enchente nas livrarias e nos estandes de Feiras do Livro Espírita, Congressos, Seminários e Simpósios.

                Foram os seguintes os títulos que apareceram  no período entre 1940 e 1949: Novas Mensagens – 50 Anos depois – Cartas do Evangelho – O Consolador – Boa Nova – Paulo e Estêvão – Renúncia – Reportagens de Além-Túmulo – Cartilha da Natureza – Nosso Lar – Os Mensageiros – Missionários da Luz – Coletânea do Além – Lázaro Redivivo – Obreiros da Vida Eterna – O Caminho Oculto – Os Filhos do Grande Rei – Mensagens do Pequeno Morto – História de Maricota – Jardim da Infância – Volta, Bocage – No Mundo Maior – Agenda Cristã – Luz Acima – Voltei – Alvorada Cristã – Caminho, Verdade e Vida – Libertação e Jesus no Lar.

Outros vieram depois com o passar dos anos.

Foi, realmente, uma verdadeira chuva torrencial de livros psicografados. E era preciso que fosse assim, para impressionar as massas.

              Aliás, desde o aparecimento do Catolicismo, a tática mais usada pelos sacerdotes para manter os incrédulos sob seu poder foi a da quantidade. Quanto mais, melhor! Daí o costume de condenarem os pecadores a rezarem tantos Padres Nossos e tantas Ave Marias para se redimirem dos pecados e poderem entrar no Reino de Deus. Daí também o hábito de, nos atos religiosos, proferirem, dentro da Igreja, sermões quilométricos.

                 Fora da Igreja, a prática da catequese era usada para a conversão dos infiéis e dos índios em suas tribus aqui no Brasil.

Ora, como se sabe, o Espírito Protetor do médium de Pedro Leopoldo foi um jesuíta, o padre Manoel da Nóbrega, que aqui, na Pátria do Cruzeiro, abençoada pelo Cordeiro de Deus, no século XVI, desempenhou um grande papel como catequista dos índios e fundador de colégios e missões jesuíticas. No séc. XX, apresentou-se em Espírito, adotando o pseudônimo de Emmanuel.

Assim, o primeiro acordo que Chico fez com ele estabelecia que era preciso começar seu mediunato lançando ao público trinta títulos e ir aumentando, progressivamente  essa quantidade, até atingir uns quinhentos livros psicografados, o que foi, religiosamente, cumprido.

A submissão de Chico ao Espírito de Emmanuel começou na verdade na época de Jesus, quando ele reencarnou no corpo de uma mulher, a Flávia, filha do Senador romano Publius Lentulus. (Ver o romance histórico “Há Dois Mil Anos”, de Emmanuel). Jovem ainda, ela ficou leprosa, mas foi curada por Jesus de Nazaré. Esse Senador reencarnou no séc. XVI na pessoa do padre jesuíta Manoel da Nóbrega e no séc. XX, apareceu em Espírito, como Emmanuel.

Isto é o que se lê no livro de Marcel Souto Maior, intitulado “As Vidas de Chico Xavier” – Editora PLANETA – 2ª Edição – Ano 2004 – páginas 80 e 81.

Pois bem, contemporâneo de Flávia e de Publius Lentulos, foi o Centurião romano Quirinus Cornélius que, ao presenciar a cena do calvário de Cristo, ficou profundamente indignado, razão por que abandonou a farda do Exército romano e foi para um lugar isolado, onde passou a viver uma vida de ermitão.

Esse militar romano que se tornou eremita, foi a reencarnação de Allan Kardec, depois de ter ele vivido como um sacerdote druida, séculos antes. (Ver “Herculanum” ditado pelo Conde Rochester – 11ª Edição – Editora da FEB – Ano 2003, págs. 351 e 352 e Francisco Klörs Werneck, em “Jesus dos 13 aos 30 anos” – Editora ECO, pág. 65)

 

NOSSO COMENTÁRIO

                Se Allan Kardec no séc. I, portanto, no tempo de Jesus, viveu no corpo de um militar romano dos mais graduados porque era um centurião, ou seja, comandante de uma unidade militar composta de cem homens, como é que, ao mesmo tempo, seu Espírito poderia estar encarnado no corpo de uma mulher, Flávia, que foi a reencarnação de Chico Xavier, como ele próprio afirmou ao jornalista Marcel Souto Maior?!

                Pensem bastante sobre isso os modernos doutores da lei que vivem afirmando uma grande besteira como disse muito bem o confrade Nazareno Tourinho de Belém / PA.