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PROFESSORA UNIVERSITÁRIA E DOUTORA EM FÍSICA
FALA SOBRE ANDRÉ LUIZ

     A professora Érika de Carvalho Bastone, grande estudiosa do Espiritismo, apresentou trabalho no VIII SBPE  (Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita), em que analisou os livros “Mecanismos da Mediunidade” e “Evolução em Dois Mundos”, ditados pelo Espírito André Luiz e psicografados pelo médium Francisco Cândido Xavier, publicados pela F.E.B. com prefácio de Emmanuel.

Em seu pronunciamento, ela discorda do que se costumou dizer sobre André Luiz, ou seja, que ele contribuiu para criar uma mentalidade científica no Espiritismo. No seu modo de ver não há nenhum texto seu “nos incitando a pesquisar os fenômenos espíritas, a formar grupos de pesquisa, ou nos direcionando, indicando um caminho a ser trilhado neste sentido. Sua contribuição consistiu em nos transmitir, sob o seu ponto de vista e o seu entendimento, o que ele encontrou na esfera espiritual. Lançou no meio espírita uma quantidade grande de informações, fazendo uso de termos estabelecidos na ciência, surgidos para explicar outros fenômenos, e por isso cometeu  erros. Talvez, se tivesse feito como Kardec  -  para coisas novas, palavras novas – tivesse incorrido em menos erros”.

     Quanto ao “Livro dos Médiuns” de Allan Kardec, assim se expressou a jovem e ilustre professora Érika: “O Livro dos Médiuns” dá a sua contribuição para a ciência espírita, no sentido de como tratar e conviver com a mediunidade. Mas não é um livro científico, do mesmo modo que os fenômenos mediúnicos não constituem o aspecto científico do Espiritismo. Eu o classificaria como um livro técnico. E esta não é uma opinião só minha. O meu grupo de estudos, em Belo Horizonte pensa da mesma forma. O Prof. Carlos Peppe, de Uberaba/MG, também”, E ela cita uma passagem do livro “Espiritismo: 2º Século”, em que o ilustre professor Peppe declara: “Muitas pessoas consideram os fenômenos mediúnicos como sendo o tal aspecto científico do Espiritismo. Chegam mesmo a dizer que ‘O Livro dos Médiuns’ de Kardec representa a parte científica do Espiritismo (...) Trata-se, evidentemente, de opiniões de expositores doutrinários alheios ao domínio científico; serão, sem dúvida, pessoas de boa vontade, porém sem preparo (..) sem a mínima noção do que seja um trabalho científico legítimo”.

     E acrescenta a profa. Érika: “A ciência espírita precisa buscar como se dá o processo mediúnico, pois isto ainda não se sabe”.

(Extraído de “ABERTURA – Jornal de Cultura Espírita”, de Santos/SP, edição de março de 2004, p. 6).

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