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NOSSA OPINIÃO SOBRE MARIA, MÃE DE JESUS

 

     Allan Kardec deixou bem claro que o Espiritismo é uma Ciência e uma Doutrina Filosófica com conseqüências morais ou religiosas e nunca o considerou como uma nova religião, ou seja, uma nova seita como tantas que existem no planeta, desde a mais remota antiguidade, com hierarquias sacerdotais, culto a imagens de santos, rituais, dogmas, etc.

     Não cabe, portanto, dentro do Movimento Espírita, o que se convencionou chamar de “mariolatria”, ou melhor, culto exagerado à Maria, Virgem Santíssima, Mãe de Jesus-Deus, concebido que foi por obra e graça do Espírito Santo, conforme está na Doutrina Católica e nos “Quatro Evangelhos” de J. B. Roustaing.

     O culto exagerado a Maria foi introduzido no Catolicismo pelos Concílios, convocados pelos Papas ou Sumo Pontífices, porque, para o clero romano, Jesus representa  a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Este o verdadeiro motivo da devoção a Maria ou Mariolatria.

     No livro terceiro de “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, onde são apresentadas as “Leis Morais”, a segunda é justamente a chamada “Lei de Adoração”.

     E, respondendo às perguntas feitas pelo Mestre lionês, os Espíritos responderam que “a adoração consiste na elevação do pensamento a Deus” e não a Maria Santíssima e não necessita de manifestações exteriores, porque é um sentimento que vem do coração.

     Quanto ao uso da prece , eles disseram que é sempre agradável a Deus. Sim, é um ato de adoração; é pensar em Deus e não em Maria Santíssima; aproximar-se de Deus e não da Virgem Maria; é por-se em comunicação  com Deus e não com a Mãe de Deus-filho (Jesus).

     Por conseguinte, nós, espíritas só kardecistas, não podemos ser devotos de Santa Maria, seja qual for o nome que lhe dermos. Isto é para os católicos e roustainguistas.

      Temos que respeitá-la, sim, em primeiro lugar como mulher, que foi colocada por Deus ao lado do homem para o cumprimento da sagrada lei da procriação da espécie humana. E a mulher tem por nobre missão ser esposa, companheira, amiga e, sobretudo, mãe de nossos filhos.

       Sabemos que Jesus era o “filho primogênito” e não o único. Depois dele vieram outros. Portanto, Maria perdeu a virgindade, em sua primeira relação sexual com seu marido José, de que resultou o nascimento do seu primeiro filho, Jesus. Depois dele vieram outros. É errado, pois, adorá-la como Virgem, eternamente virgem, como fazem católicos e roustainguistas.

       Comparando-se a mulher-virgem com a mulher-mãe, torna-se claro que esta tem mais valor, porque é uma árvore que deu frutos... 

     Conforme está em “A Gênese” de Allan Kardec, “Jesus foi um homem como qualquer um de nós. Como homem, tinha a organização dos seres carnais. Por conseguinte, desde o momento da concepção até o nascimento, tudo se passou, no que diz respeito a sua mãe, Maria, nas condições comuns da vida humana”. Donde se conclui que Maria, casada com José, seu marido legítimo, teve relações sexuais com ele, do que resultou a concepção carnal e o nascimento de seu filho primogênito, Jesus.

      Ainda segundo “A Gênese”, Jesus, por suas virtudes muito acima da Humanidade, foi, realmente, um Espírito Superior. Veio para cumprir uma missão sagrada, pois era um “enviado de Deus”.

     Para reencarnar, como qualquer Espírito, tinha que ter pais carnais. Se sua encarnação se deu no lar de Maria e José, é porque havia entre eles afinidades espirituais muito fortes, decorrentes de encarnações anteriores.

      É possível mesmo que o próprio Espírito de Jesus, tenha, voluntariamente, escolhido para nascer como filho primogênito de José e Maria. Quem sabe!!!...

     Para terminar, quero dizer que introduzir nos centros espíritas o culto de adoração a Maria, é o mesmo que querer transformar o Espiritismo numa nova religião, numa nova seita, desconsiderando assim, completamente, o pensamento de Allan Kardec e de seus Mentores Espirituais da gloriosa Falange do Espírito de Verdade.