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O MOVIMENTO ESPÍRITA ONTEM E HOJE

     Em 1989, Luciano dos Anjos, fanático roustainguista, denunciou o que ele considerou “a igrejificação do movimento espírita e o desvirtuamento de todos os princípios básicos da doutrina espírita”. E, depois de elogiar bastante a ação do então Presidente da FEB, Sr. Armando de Oliveira Assis, mostrou qual era o seu desejo: “O que desejo é um espiritismo sem vícios, um espiritismo distante da igrejificação, dos formalismos, da burocratização. Acima de tudo, um espiritismo tal qual foi codificado pelo mestre Allan Kardec, sem as peias da fé administrada, da organização conciliar. E, essencialmente, um espiritismo em que as criaturas sejam verdadeiramente livres, sem obediência a chefes ou decretos”. (“O ATALHO: Análise crítica do Movimento Espírita” – Intróito – Publicações Lachâtre).

      Como se percebe, ele apontou vários erros cometidos dentro do movimento espírita, menos, é claro, o roustainguismo, que tem sido, na verdade, o grande cisma a dividir os espíritas em duas correntes bem distintas: roustainguistas e kardecistas. Isto porque a FEB, para ele, sempre foi uma “locomotiva do movimento espírita, e não um vagão”, como disse Armando de Oliveira Assis, já que “segue a linha doutrinária, consubstanciada no binômio Kardec e Roustaing...”

       Portanto, para Luciano dos Anjos, a FEB deve continuar roustainguista como sempre foi e a obra apócrifa de J. B. Roustaing, “Os Quatro Evangelhos” deve figurar no seu Estatuto como complementar às da Codificação , desrespeitando assim o pensamento de Allan Kardec, que, em junho de 1866, deixou bem claro que não era. (Ver “Revista Espírita” de julho de 1866).

       Para nós, a FEB continua com os mesmos erros que ele apontou em relação ao movimento espírita: igrejificação, formalismos, burocratização, mantendo o espiritismo amarrado à peias da fé administrada, da organização conciliar. O que predomina ainda é um espiritismo em que as criaturas não são verdadeiramente livres, pois têm que prestar obediência a chefes ou decretos. A maior prova é esta: quem não estuda de acordo com a cartilha da FEB é mal visto, é “excomungado”, porque, na verdade, quem dá mesmo as ordens é ela, a FEB, que, contrariando o mandamento de Jesus, vem há mais de um século, servindo a dois senhores o mesmo tempo: Kardec e Roustaing.

      E a maior prova do que estou afirmando está no funcionamento do Conselho Federativo Nacional, que se reúne anualmente sob a direção do presidente da FEB, cujos ditames e orientações segue à risca, graças ao que foi imposto pelo famigerado “acordo” conhecido como “Pacto Áureo” de 1949, que criou o mito da unificação e vem trazendo o movimento espírita completamente aferrolhado, dentro de um sistema administrativo bastante fechado, que proíbe que alguém, dentro ou fora dos centros espíritas federados, levante a voz para falar contra Roustaing e contra os roustainguistas, os emmanuelistas, os chiquistas, os ubaldistas, os ramatisistas e caterva.

     Mas, vejamos, a seguir, como um jovem de Rio Branco/AC, está vendo o movimento espírita hoje.