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BIA CONCEIÇÃO E SEU COMENTÁRIO

                A respeito da entrevista dada pelo Dr. Weimar Munis de Oliveira que afirma ter sido o Chico a reencarnação de Allan Kardec, a ilustre redatora da gazeta da ANESPB “PENSADOR”, edição de setembro de 2007 em seu comentário se refere à minha modesta pessoa, dizendo: “ – Quem não gostou das declarações do magistrado goiano foi o inquieto professor, pesquisador e escritor Erasto de Carvalho Prestes, de Niterói/RJ, editor do boletim informativo “O FRANCO PALADINO”, que também engrossa o caldo dessa polêmica, assegurando que o verdadeiro Kardec reencarnado foi ‘seu pai, Severino de Freitas Prestes Filho’.

                “Não é de hoje que Prestes sustenta essa controvertida identificação espiritual entre o Codificador e seu pai, sem, contudo, provar, cientifica e espiritualmente, tal fato”.

NOSSO COMENTÁRIO

                Realmente, tem toda a razão a ilustre articulista. Desde 1979, quando lancei meu primeiro livro intitulado “EU CONHECI ALLAN KARDEC REENCARNADO”, sem declarar, abertamente, que foi meu pai, venho repetindo isto, de maneira explícita, desde 1989, quando um jornal espírita de Santos lançou ao público esta minha afirmação. E é hoje, com mais convicção ainda que, volto a dizer: “- Eu conheci Allan Kardec reencarnado”. E desafio todos os verdadeiros espíritas que são os “kardecistas”,  leais e honestos discípulos do grande Missionário lionês para que, pela evocação, preconizada por ele no cap. XXV de “O Livro dos Médiuns” me provem, cientificamente, que estou redondamente enganado. Mas, por favor, não me venham com “achismos”. Façam somente o que deve fazer um cientista espírita, já que o Espiritismo é uma Ciência: EVOQUEM O ESPÍRITO DE ALLAN KARDEC”.

                Devo esclarecer os queridos leitores que me custou muito chegar a essa convicção plena, porque meu pai, sempre muito reservado, muito circunspeto, jamais declarou, de viva voz que era a reencarnação de Kardec, nem mesmo quando, em setembro de 1970, eu lhe declarei por escrito: “- Meu pai, não precisa fazer mais mistério, porque já tenho certeza de que você é mesmo a reencarnação de Allan Kardec”. Fiz isto de propósito, pois era minha intenção forçá-lo a dizer alguma coisa. Mas, não consegui, pois ele nada declarou, nem pró nem contra o que afirmei. E foi essa sua atitude de silêncio, que permaneceu até sua desencarnação em 17 de janeiro de 1979, que me deu plena convicção de que eu estava certo, pois, como diz o ditado popular: "Quem cala consente”.

                A essa altura dos acontecimentos, eu já havia feito um estudo comparativo entre as duas personalidades: Allan Kardec e Severino Prestes Filho. E agi assim de modo científico, porque a pesquisa, a observação, a dedução, a comparação, fazem parte do método científico de trabalho. Foi assim que agiram sempre os grandes cientistas, inclusive Kardec.

                Mas, vejam bem, caros leitores, ao contrário do magistrado de Goiânia, eu não considero esta uma questão fechada. Também não farei jamais como esse médium de Uberaba, que chegou ao cúmulo de escrever uma obra, afirmando, categoricamente, que o Chico foi a reencarnação de Allan Kardec. Ficarei no meu cantinho, aguardando o resultado da pesquisa que fizerem, evocando o Espírito de Codificador. Sim, porque o que não falta aqui no Brasil são espíritas sérios, competentes, bem intencionados, como também médiuns bem desenvolvidos de acordo com os preceitos de “O Livro dos Médiuns” ou “Guia dos Evocadores”.

                No íntimo, porém, confesso que tenho as minhas dúvidas sobre se será ou não feita a evocação do Espírito do Mestre lionês. Sim, porque, o padre Manoel da Nóbrega (Emmanuel), não aconselhou essa prática científica, e é ele quem manda no movimento espírita brasileiro há quase cem anos. Também o Chico, contrariando Allan Kardec, também não a aprovou.

                Portanto, no meu “Estudo Comparativo”, que, em fins de 2006, distribuí a vários confrades e instituições espíritas, tenho certeza de que agi, cientificamente, procurando provar por a mais b o que venho afirmando há anos, ao contrário do que afirmou a ilustre articulista. Da mesma forma, a biografia de meu querido e saudoso pai, que lancei pela Editora do Centro Espírita Léon Denis, em novembro de 2004, acho que é uma prova espiritual concreta da personalidade objeto desta discussão.