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NOTÍCIAS SOBRE A VOLTA DE A. KARDEC

 

            Numa reunião em casa do Sr. Baudin, em 17 de janeiro de 1857, assim se manifestou, através da médium, Srta. Baudin, um Espírito que se identificou como sendo “Z. amigo e protetor de Kardec”: “... a verdade não será conhecida nem acreditada de todos, senão daqui a muito tempo! Nesta existência, não verás mais do que a aurora do êxito da tua obra. Terás que voltar, reencarnado, noutro corpo, para completar o que houveres começado e, então, dada te será  a satisfação de ver em plena frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra.

“Surgirão invejosos que procurarão infamar-te e fazer-te oposição. Não desanimes. Não te preocupes com o que digam ou façam contra ti. Prossegue em tua obra...” (Obras Póstumas)

            Essa foi a primeira informação dada por um Espírito sobre a volta de Allan Kardec.

            A segunda foi transmitida pelo Espírito de Verdade, Guia de Allan Kardec, numa reunião realizada na própria residência dele, em 10 de junho de 1860, através da mediunidade da Sra. Schmidt.

            Agora o que é interessante é que, antes do Espírito dar a notícia da volta do Mestre, o diálogo travado entre ambos versava sobre um tema completamente diferente.

            Entretanto, em certo momento, o luminoso Espírito declarou: “– Prossegue em teu caminho sem temor; ele está juncado de espinhos, mas eu te afirmo que terás grandes satisfações, antes de voltares para junto de nós ‘por um pouco”.

            Como Allan Kardec não tivesse entendido bem o significado da afirmação final, perguntou: “ – Que queres dizer por essa expressão: ‘por um pouco’?

            O Espírito de Verdade então explicou: “– Não permanecerás longo tempo entre nós. Terás que voltar à Terra para concluir a tua missão, que não podes terminar nesta existência. Ausentar-te-ás por alguns anos e, quando voltares, será em condições tais que te permitam trabalhar desde cedo”.

            Tendo em vista a suprema autoridade do Espírito, que se manifestava assim com tanta seriedade e convicção, Allan Kardec, com a tendência que sempre teve de pesquisar tudo que chegava ao seu conhecimento, pôs-se a calcular quando poderia se dar a sua volta, levando em conta, naturalmente, o tempo de sua ausência, bem como o período de sua infância e adolescência até atingir a idade em que um homem pode desempenhar no mundo um papel.

            Chegou então à conclusão de que sua volta deveria ser forçosamente no fim do séc. XIX. (Obras Póstumas) E tinha razão o Mestre.

            Mas, na verdade, o prenúncio de sua volta não parou aí.

            Realmente, numa reunião realizada no dia 2 de fevereiro de 1865, o Espírito do Dr. Demeure, médico homeopata muito distinto, desencarnado três dias antes, assim se pronunciou: “- Sou eu, Demeure, amigo do Sr. Kardec. Venho dizer-lhe que o acompanhava quando lhe sobreveio o acidente (vascular cerebral), que seria certamente funesto, se não fosse a intervenção eficaz dos Amigos Invisíveis da Equipe do Espírito de Verdade. E eu me ufano de haver concorrido para sua melhora.

            “Venho lembrar que, de acordo com as minhas observações e com os informes colhidos em boa fonte, é evidente para mim que, quanto mais cedo se der a sua desencarnação, tanto mais breve reencarnará para completar sua obra...” (O Céu e o Inferno, 2ª parte, cap. II)

 

NOSSO COMENTÁRIO

 

                Como se depreende do conteúdo dessas comunicações, Allan Kardec, o único e verdadeiro Missionário da Terceira Revelação, ao desencarnar, em 31 de março de 1869, não concluiu a tarefa divina que lhe fora outorgada pelos Espíritos Superiores. E isto aconteceu não por falta de competência de sua parte, pois ele trazia dentro de si um enorme cabedal de conhecimentos adquiridos em vidas passadas. Por outro lado, sua inclinação natural para o magistério e o aprendizado que adquiriu no Instituto Pestalozzi, fez dele um vulto respeitado e admirado no mundo científico e cultural de sua época, para o que muito contribuíram: o bom senso, o espírito de observador, a facilidade de se comunicar com seus semelhantes, a exposição didática de seus escritos e o grande carisma que caracterizavam sua personalidade.