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HOMENAGENS AO DR. BEZERRA DE MENEZES

                Foi inaugurada em Niterói/RJ  a Avenida Adolfo Bezerra de Menezes, uma iniciativa do Vereador Felipe Peixoto, cujo projeto de lei nº 00246/2001 foi sancionado pelo atual Chefe do Poder Executivo niteroiense, Prof. Godofredo Pinto.

                Como se sabe, o Dr. Bezerra de Menezes nasceu em Riacho do Sangue, na então Província do Ceará, no dia 29 de agosto de 1831 e desencarnou no dia 11 de abril de 1900.

                De família muito católica, o Dr. Bezerra de Menezes ingressou no Espiritismo através de J. B. Roustaing, cuja obra “Os Quatro Evangelhos”, leu e se deixou dominar pelos princípios ali defendidos. Tornou-se um roustainguista consciente, e, por isso mesmo, se filiou à Federação Espírita Brasileira, da qual se tornou Presidente de 1895 a 1900.

                Formado em Medicina, ingressou nos quadros do Corpo de Saúde do Exército Imperial, em 1858, onde permaneceu até 1861, quando renunciou para ingressar na política, filiando-se ao Partido Liberal. Elegeu-se Vereador em 1864 e, posteriormente, Deputado Geral pelo Rio de Janeiro.

                Como profissional da Medicina, Bezerra de Menezes  passou a ser mais conhecido como “o médico dos pobres”, mas, como militante espírita, erradamente, lhe deram o título de “Kardec brasileiro”, que não se encaixava bem com a ideologia roustainguista que defendia e propagava, aqui, na Terra de Vera Cruz, como foi conhecido o Brasil, no princípio do séc. XVI, sendo, atualmente, citado como a “Pátria do Evangelho”.

                Ao deixar o mundo dos encarnados e ingressar no mundo dos desencarnados, parece que Bezerra de Menezes fez um exame de consciência e viu que estava errado, defendendo os postulados roustainguistas, como fazia antes. Lançou então, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, a mensagem em que deixa bem claro que “A Legenda Agora é Kardequizar”; sim, kardequizar em todos os sentidos, porque, como disse muito bem: “Jesus nos trouxe a verdade e Kardec, a interpretação (...) Kardequizemos, pois, para evoluirmos com acerto”.

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