ofplogo.gif (4994 bytes)   


CONVIVÊNCIA PACÍFICA

       O jornal “Mundo Espírita”, fundado em 1932 pelo ardoroso defensor da pureza doutrinária que foi Henrique Andrade, autor do livro “A BEM DA VERDADE”, em sua edição de junho de 2006 , apresenta seu  Editorial, enfatizando a necessidade de uma “Convivência Pacífica” que deve haver sempre nas casas espíritas.

       Achei excelente o conteúdo desse Editorial. Merece ser lido e sobretudo meditado, principalmente, pelos jovens que freqüentam as chamadas “Mocidades Espíritas”. Isto porque é de muita violência o clima social em que se vive hoje em todo o mundo, máxime aqui, na chamada, erradamente, “Pátria do Evangelho”, protegida pelo “Cordeiro de Deus”, de que nos fala o Espírito de Humberto de Campos, com o aval de Emmanuel, Chico Xavier e os roustainguistas da FEB, que editaram, em 1938, o livro “Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho”.Ele, inclusive, exalta J.B. Roustaing, dizendo, mentirosamente, que  foi um dos auxiliares de Allan Kardec.

     Desse Editorial, o que me chamou mais a atenção foram os seguintes trechos: a) “É preciso saber falar e saber ouvir; saber fazer e saber dar oportunidade a que outros também o façam. Saber orientar e saber acatar as orientações...”; b) “Nas deliberações de uma organização espírita, deve preponderar o pensamento de Allan Kardec”.

     Ora muito bem! Analisemos então os dois itens acima.

      Em relação ao ítem “a”, perguntamos: - Por que então, em todas as casas espíritas, se proíbe que se fale sobre Roustaing e se ouça o que alguém tem a dizer sobre ele ?! Por que se proíbe que alguém, que queira e se ache capaz, faça algum comentário sobre Roustaing e sua obra e não se dê oportunidade a que outros o façam também?! Por que se proíbe que alguém dê qualquer orientação sobre quem foi Roustaing e como surgiu sua obra ?!”. Sim, porque é isto mesmo que acontece  numa casa espírita. Se alguém ousa levantar a questão do chamado “cisma” que se criou com o aparecimento da obra do ilustre Advogado de Bordéus, é logo execrado; visto como obsidiado, impertinente, indesejável.

       Agora, em relação ao ítem “b”, pergunta-se: - Por que os dirigentes dos trabalhos em uma atividade ou reunião espírita, ficam logo na defensiva e se tornam até agressivos, quando alguém pede a palavra e começa a falar sobre o cisma criado pelo roustainguismo, assunto que domina bem?! Sim, repetimos, por que se, conforme diz o próprio “Editorial” ficou bem claro que: “nas deliberações de uma organização espírita, deve preponderar sempre o pensamento de Allan Kardec”?!

     Ora, se, na verdade, nas deliberações deve preponderar sempre o pensamento de Allan Kardec, é mister que se mostre aos presentes tudo aquilo que se encontra na obra de Roustaing, para que se faça uma comparação justa e equilibrada entre os dois pensamentos conflitantes.

      Agora, na minha modesta opinião, se as deliberações são tomadas dentro de casas espíritas que fazem parte da Federação Espírita do Paraná e das outras Federativas, todas elas ligadas à Federação Espírita ROUSTAINGUSTA Brasileira, na verdade o que deveria preponderar era não o pensamento de Allan Kardec e sim o de Jean Baptiste Roustaing, porque tanto a FEB como as Federativas que fazem parte do Conselho Federativo Nacional são coniventes com o pensamento de Roustaing. E este disse que sua obra é uma “revelação da revelação” E depois, todos, unidos pelo “mito” da unificação concordam com Ismael Gomes Braga que disse que “o roustainguismo é um curso superior de espiritismo”.

      Acho, pois, que o que está faltando mesmo nesse “Editorial” do jornal “Mundo Espírita”, é coerência, bom senso, racionalidade, nexo e boa lógica, o que não deve faltar nunca numa instituição espírita como a Federação Espírita do Paraná, responsável por esse periódico.