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ACONTECEU EM 1956

      Conta-nos Denizard Souza, de Santa Maria/RS: “Em minha residência, iniciava eu uma sessão espírita com a participação de meus familiares, quando, certa noite, iniciados os trabalhos, pela primeira vez os médiuns descrevem uma entidade masculina, trajado de preto; cabelos pretos, sendo que as suíças lhe cobriam a metade da face; a gola do casaco em veludo preto, combinando com os sapatos com pequenos saltos e encimados por uma fivela prateada. Aproxima-se da mesa dos trabalhos, silenciosamente, e, após circundá-la, retira-se silente, sempre. Os trabalhos, neste entrementes, tiveram prosseguimento normal durante mais de uma hora.

     “Essa entidade reapareceu em outras reuniões realizadas às quartas-feiras, no mesmo horário.

     “Na quarta reunião seguida, certa entidade amiga nos afirmou: “ – Allan Kardec esteve aqui por três vezes e não foi reconhecido. Ele abençoou os vossos trabalhos”.

      “Em face dessa informação, reconhecemos que, verdadeiramente, aquela Entidade era a do próprio Mestre lionês...

       “Dessa maneira, assim, inesperadamente, surgiu também o espectro de Chico Xavier em nossos trabalhos, e, algumas vezes envolvido pela figura de Kardec.

        “Isso levou-me à crença de que o Codificador do Espiritismo já reencarnara, assumindo a personalidade do grande mineiro.

         “Tal hipótese foi, mais tarde, confirmada por um colega médico e médium, dirigente de um grande grupo de trabalhos mediúnicos, no Rio de Janeiro...

        “Esse fato ocorreu em 1956”.       

      (Transcrito do Prefácio do livro “Allan Kardec redivivo” de autoria de Denizard Souza, edição independente, publicado em 1998).

 

NOSSO COMENTÁRIO

      Diz a Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988, em seu art. 5º § IV: “É livre a manifestação do pensamento”. Logo, é sagrado o direito de expressão.

     Respeito, portanto, o que afirmou aquela “entidade amiga” a que se refere o Sr. Denizard Souza, como respeito também sua crença de que o médium Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec, com o que não concordo. E tenho o direito de não concordar.

      Mas, já que o Espiritismo é uma Ciência, como afirmou Kardec, e todo espírita, portanto, tem que ter um comportamento de cientista, na verdadeira acepção da palavra, consideramos importante que se faça uma pesquisa séria, utilizando-se, é claro, o instrumento da evocação dos espíritos, conforme consta do “Livro dos Médiuns” (cap. XXV, ns. 269 a 285). Por que não?!

      A propósito, disse o Mestre lionês: “Todos os Espíritos podem ser evocados” (item 274) e mais: “o Espírito Superior vem sempre que chamado com uma finalidade útil. Não se nega a responder a perguntas e questões sérias, em reuniões sérias, de dirigentes e freqüentadores sérios, e de Protetores  Espirituais também  sérios” (n. 282, ítem 8).