ofplogo.gif (4994 bytes)   


O QUE DIZ A NOTA ESCLARECEDORA DA FEB

 

     “... A palavra ‘espírita’ foi criada por Allan Kardec em 1857 e designa tão somente os adeptos do Espiritismo, cujas atividades estão sempre para a prática da caridade em seu sentido mais amplo. Portanto, a denominação ‘espírita’ não deve ser associada a práticas da magia negra..

      “Diante disso, a Federação Espírita Brasileira esclarece que os Centros Espíritas  são locais de oração e de prática da caridade, da fraternidade e da paz. E rejeita assim qualquer associação do Espiritismo com práticas distanciadas da ética, do respeito à vida e da moral cristã”.

       (A integra desta Nota Esclarecedora está na pág. 30 da Revista “ALÉM DA VIDA”).

NOSSO COMENTÁRIO

     Como se vê, a Federação Espírita Brasileira (FEB), por incrível que pareça, é uma instituição em que não se pode confiar, porque é bastante contraditória, em sua  atuação como orientadora do nosso Movimento Espirita. Senão vejamos:

1º) Allan Kardec, em 1866, deixou bem claro que não considerava a obra “Os Quatro Evangelhos” de J. B. Roustaing, como complementar às da Codificação. Pois bem, o Estatuto da FEB, logo no seu primeiro artigo, afirma que é. Sim, é complementar, está lá.

2º) O médium italiano, Pietro Ubaldi, autor do livro “A GRANDE SÍNTESE”, que foi traduzida por Guillon Ribeiro, Presidente da FEB e elogiada por Emmanuel e Chico Xavier, que a consideraram “o Evangelho da Ciência”, não só sempre se recusou a integrar-se no movimento espírita, como, principalmente, fez críticas absurdas contra o Espiritismo ou Doutrina Espírita. No entanto, nenhum dos diretores da chamada “Casa Mater” protestou; muito pelo contrário, continuam adeptos do “ubaldismo”. Quem, na verdade, se levantou contra foi o Prof. J. Herculano Pires.

3º) Finalmente, o Sr. Antonio Wantuil de Freitas, como vimos atrás, em entrevista à imprensa espírita, declarou em 1953 que Espiritismo e Umbanda eram a mesma coisa, o que provocou revolta e muita discussão no meio espírita, obrigando o atual Presidente da FEB, Sr. Nestor Mazzoti, a emitir uma “Nota Esclarecedora”, sem fazer, é claro, por uma questão de ética, qualquer referência ao erro absurdo cometido por seu antecessor, Sr. Antonio Wantuil de Freitas.

       Como se vê, “a FEB, por ser bastante contraditória em suas deliberações, como prova a História, não merece estar à frente da comunidade espírita brasileira”, foi o que, infelizmente,  tive de ouvir calado da boca de uma pessoa bastante crítica e muito revoltada contra o que tem visto de errado dentro do nosso movimento. É claro que não pude contestar o que ele afirmou. Ouvi tudo de cabeça baixa, profundamente envergonhado!