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OPINIÂO  DE  UM  CONFRADE DO ACRE

     Recebemos de um jovem confrade do Acre o seguinte e-mail que passo a transcrever.

     “Prezado  Erasto.

     “O Espiritismo no Acre é ditado pela FEB. Aqui existem figuras que se apropriaram do direito de propagar a doutrina, e, por isso, ela ficou estagnada. Eu parei de freqüentar o centro adeso à Federação por não concordar com a maneira como os estudos são transmitidos. Pouco se fala em Allan Kardec. O máximo que se chegava perto do Codificador eram leituras do Evangelho segundo o Espiritismo. Mas lembro que havia estudos que eram feitos através de apostilas, em que citavam, além das obras da Codificação, as obras roustainguistas; até aquele pseudo-livro ufanista chamado ‘Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho’.

     “Essas apostilas colocavam tais títulos junto com as obras da Codificação. Isso é um absurdo! Como se pode formar uma geração de espíritas conscientes, utilizando-se de tais obras? Isso gerou uma crítica minha e uma conversa com o Presidente da Federação Espírita do Acre, que apenas me disse que as apostilas eram da FEB e por isso nada tinha a dizer. Além disso, fui aconselhado a agir com ‘amor’ e que o espiritismo visava o ‘amor’  ao próximo e não a ‘desunião’. Bem, acho que isso significou nada mais nada menos que ‘ou você está conosco, seguindo o que a Federação impõe ou não está’.

     “Infelizmente, essa maneira de se lidar com o Espiritismo vem da FEB. Quem não segue sua cartilha é taxado de obsidiado, agitador !...

      Eu imaginava que a Doutrina Espírita fosse livre, sem hierarquia, sem personalismo, sem padres, sem papas, sem igrejas... Mas me enganei!!! Temos, sim! Tanto que tivemos até um movimento de “Reforma” nos anos noventa. Fiquei muito triste...

      “O Espiritismo sempre foi um ideal para mim. Eu imaginava que tínhamos que lutar contra a ignorância das pessoas que desconheciam os ensinamentos da Doutrina. Descobri então que a luta maior é contra as pessoas que dizem conhecer a Doutrina mais que todos os outros e se sentem no direito de ditar normas dentro do próprio Espiritismo.

      “Deixei de freqüentar centros espiritas e me voltei a estudos individualizados, onde eu não precisaria seguir nenhuma cartilha roustainguista e preconceituosa. Hoje em dia sinto necessidade de fazer alguma coisa dentro do Espiritismo. Sinto-me mal diante de tantos equívocos. Quero poder falar para as pessoas que elas estão hipnotizadas por esse falso Espiritismo cristólatra neo-católico que temos no Brasil. O Espiritismo tem a sua base moral nos ensinamentos do Cristo, mas não é uma religião no sentido institucional. Kardec disse que o Espiritismo, somente no sentido filosófico, pode ser considerado uma religião. E há muita diferença entre ser religião no sentido filosófico e ser essa religião dos Espíritos propagada pela FEB, adotada nos centros...”

      (a)  Marcelo de Freitas, do Rio Branco/AC  (30 anos de idade)